Writing, Flying and Huevos Revueltos

November 12, 2006

Sheila Ribeiro, Dona Orpheline :: legenda Diet

O Festival Panorama da Dança é um festival de dança conteporânea que apresenta companhias e coreógrafos vindos da África, da Europa, dos Estados Unidos, de países latinos e do Brasil. O festival defende a democratização ao acesso à cultura, e este ano, além dos ingressos populares, o festival se espalha por outros bairros e municípios vizinhos; os ingressos têm custo previsto de R$ 2 (R$ 1 meia).
Dona Orpheline, dança contemporânea, vai apresentar um espetáculo no Panorama da Dança, no Rio, nesta terça e quarta-feira, dias 14 e 15 novembro, às 19h, no Oi Futuro (rua Dois de dezembro, 63 - Flamengo; (21) 3131-3060.).
"Aberto em maio de 2005, o Centro Cultural Telemar, que passou a se chamar Espaço Oi Futuro, é um centro inédito voltado para as artes, tecnologia, conhecimento e cidadania. O espaço foi concebido para levar os visitantes a vivenciarem experiências sensoriais, não só através da sua arquitetura ousada, como nos eventos organizados em suas áreas de visitação: galerias, teatro, biblio-tec, infomúsica e cyber café. Além desses espaços internos, na área externa ao Centro, uma vitrine social permanente expõe criações geradas em projetos que unem cultura e cidadania. O teatro do Oi Futuro é multifuncional, podendo abrigar de 84 pessoas, sentadas em cadeiras para peças de teatro, até 130, acomodadas em almofadas, para eventos multimídia".
A Sheila Ribeiro dirige a companhia Dona Orpheline desde 1992, criando e produzindo coreografias contemporâneas, instalações e vídeos-dança. Interessada pelas dinâmicas do poder, ela faz da deformação ideológica o eixo de sua inspiração, explorando o status da pessoa, tratando de ilusão e da manipulação do desejo. P/ saber mais sobre o trabalho da Sheila: Dona Orpheline :: legenda Diet

November 08, 2006

"100 livros essenciais" da literatura brasileira :

Confesso que estou um pouco no Copy/Paste por única e absoluta falta de tempo; estou chegando de viagem e já preparando a próxima, com as papeladas do Conselho das Artes. Esta semana tive que encarar burocracias brasileiras, e à cada vez que isso acontece me dá um cansaço existencial. Desisti de pedir uma bolsa do ONF/Governo Brasileiro, por causa da burocracia brasileira; Minha amiga Karin me enviou a proposição, mas realmente não dá; um documentário dependendo do dinheiro e papelada brasileira é mais do que pede a minha paciência porque temos que tratar com funcionários. Não dá. Desde que pedi minha demissão do Banco do Brasil não tenho mais saco p/ tais coisas. Foi uma das razões pelas quais eu saí do país e é uma das responsáveis pela minha decisão de não voltar p/ viver; só visitar, e mesmo assim fico doente com o grau de burocracia que temos que enfrentar p/ preparar papeladas, e tempo de espera. Porque a eficiência é algo tão difícil p/ o Brasil?
A burocracia brasileira esta afastando seus cérebros... dá vontade de gritar nos telhados. Neste meio tempo, a vida vai indo e eu cansada de ver aeroportos, mas vou ainda mais uma vez pegar o avião.
Minha querida Laurinha, amiga de todas as horas, lágrimas e muitas gargalhadas, me enviou a lista que a revista "Bravo!" publicou sobre o que eles consideram como os "100 livros essenciais" da literatura brasileira :
2. DOM CASMURRO, Machado de Assis
3. VIDAS SECAS, Graciliano Ramos
4. OS SERTÕES, Euclides da Cunha
5. GRANDE SERTÃO: VEREDAS, Guimarães Rosa
6. A ROSA DO POVO, Carlos Drummond de Andrade
7. LIBERTINAGEM, Manuel Bandeira
8. LAVOURA ARCAICA, Raduan Nassar
9. A PAIXÃO SEGUNDO G.H., Clarice Lispector
11. LIRA DOS VINTE ANOS, Álvares de Azevedo
12. O TEMPO E O VENTO, Erico Verissimo
13. MORTE E VIDA SEVERINA, João Cabral de Melo Neto
14. VESTIDO DE NOIVA, Nelson Rodrigues
15. SERAFIM PONTE GRANDE, Oswald de Andrade
16. CRÔNICA DA CASA ASSASSINADA, Lúcio Cardoso
17. OS ESCRAVOS, Castro Alves
18. O GUARANI, José de Alencar
19. ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA, Cecília Meireles
21. SÃO BERNARDO, Graciliano Ramos
22. LAÇOS DE FAMÍLIA, Clarice Lispector
23. SERMÕES, Padre Vieira
24. AS MENINAS, Lygia Fagundes Telles
25. SAGARANA, Guimarães Rosa
26. NOVA ANTOLOGIA POÉTICA, Mário Quintana
27. NAVALHA NA CARNE, Plínio Marcos
28. A OBSCENA SENHORA D, Hilda Hilst
29. NOVA ANTOLOGIA POÉTICA, Vinícius de Moraes
30. BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA, Antônio de Alcântara Machado
31. PAULICÉIA DESVAIRADA, Mário de Andrade
32. I-JUCA PIRAMA, Gonçalves Dias
33. BAÚ DE OSSOS, Pedro Nava
34. A VIDA COMO ELA É, Nelson Rodrigues
35. A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS, João do Rio
36. ESTRELA DA MANHÃ, Manuel Bandeira
37. OBRA POÉTICA, Gregório de Matos
38. GABRIELA, CRAVO E CANELA, Jorge Amado
39. MARÍLIA DE DIRCEU, Tomás Antônio Gonzaga
40. CLARO ENIGMA, Carlos Drummond de Andrade
41. MAR ABSOLUTO, Cecília Meireles
42. MALAGUETA, PERUS E BACANAÇO, João Antônio
43. O PAGADOR DE PROMESSAS, Dias Gomes
44. NOITE NA TAVERNA, Álvares de Azevedo
46. BAGAGEM, Adélia Prado
47. VIVA O POVO BRASILEIRO, João Ubaldo Ribeiro
48. MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS, Manuel Antônio de Almeida
49. CARTAS CHILENAS, Tomás Antônio Gonzaga
50. CANAÃ, Graça Aranha
52. A COLEIRA DO CÃO, Rubem Fonseca
53. ESPUMAS FLUTUANTES, Castro Alves
54. UM COPO DE CÓLERA, Raduan Nassar
55. A ESTRELA SOBE, Marques Rebelo
56. POEMA SUJO, Ferreira Gullar
57. LUCÍOLA, José de Alencar
58. O ATENEU, Raul Pompéia
59. FOGO MORTO, José Lins do Rego
60. O QUINZE, Rachel de Queiroz
61. SEMINÁRIO DOS RATOS, Lygia Fagundes Telles
62. INVENÇÃO DE ORFEU, Jorge de Lima
63. TERRAS DO SEM FIM, Jorge Amado
64. BROQUÉIS, Cruz e Souza
65. O ENCONTRO MARCADO, Fernando Sabino
66. A MORENINHA, Joaquim Manuel de Macedo
67. MORANGOS MOFADOS, Caio Fernando Abreu
68. O EX-MÁGICO, Murilo Rubião
69. O PICAPAU AMARELO, Monteiro Lobato
70. AS METAMORFOSES, Murilo Mendes
71. HARMADA, João Gilberto Noll
72. ÓPERA DOS MORTOS, Autran Dourado
73. O CORTIÇO, Aluísio Azevedo
74. A ESCRAVA ISAURA, Bernardo Guimarães
75. 200 CRÔNICAS ESCOLHIDAS, Rubem Braga
76. O VAMPIRO DE CURITIBA, Dalton Trevisan
77. O CORONEL E O LOBISOMEM, José Cândido de Carvalho
78. OS RATOS, Dyonélio Machado
79. O ANALISTA DE BAGÉ, Luis Fernando Verissimo
80. FEBEAPÁ, Stanislaw Ponte Preta
81. O HOMEM E SUA HORA, Mário Faustino
82. CATATAU, Paulo Leminski
83. OS CAVALINHOS DE PLATIPLANTO, José J. Veiga
84. AVALOVARA, Osman Lins
85. EU, Augusto dos Anjos
86. O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?, Fernando Gabeira
87. O BRAÇO DIREITO, Otto Lara Resende
88. QUARUP, Antonio Callado
89. A SENHORITA SIMPSON, Sérgio Sant’Anna
90. TREMOR DE TERRA, Luiz Vilela
91. ZERO, Ignácio de Loyola Brandão
92. GALVEZ, IMPERADOR DO ACRE, Márcio Souza
93. VIVA VAIA, Augusto de Campos
94. GALÁXIAS, Haroldo de Campos
95. INOCÊNCIA, Visconde de Taunay
96. POESIAS, Olavo Bilac
97. O TRONCO, Bernardo Élis
98. O URAGUAI, Basílio da Gama
99. JUCA MULATO, Menotti del Picchia
100. CONTOS GAUCHESCOS, João Simões Lopes Neto
As pessoas que têm dinheiro e falta de bom gosto são altamente perigosas.

November 02, 2006

O meu bairro em Montreal

Fazem dezessete anos que moro no meu bairro. Ele é bótimo. Uma vez encontrei com uma carioca recém-chegada que exclamou: "Vc mora no Leblon de Montreal?!" Aí fiquei sabendo como os novatos chamam isso aqui. Em todo caso, só não temos a praia, mas temos, só no bairro, 5 excelentes piscinas públicas (free) abertas no verão e 3 no inverno. E todas têm saunas.


Temos também quadras de tênis, espaços p/ piquenique, p/ volley, futebol, cinemas e festivais de boa música, e teatro, grátis, tanto no inverno quanto no verão; dois parques enormes e tranquilos p/ passear, correr, fazer ski, badalar, ir dançar aos domingos (sem falar nos cursos de tango ao ar livre e nos festivais de verão com cinema e música, e que acontecem dentro do parque), etc. Temos Cafés Literários (que estão ficando raros), festivais de arte com performances (também rareficando), cinemas de arte (também rareficando), e pessoas interessante (também rareficando). Sem falar na riqueza do conjunto arquitetônico, um dos mais bem conservados nas Américas (e que está sendo destruído por novas construções sem gosto e sem alma).

Justamente, mesmo com tudo isso, o bairro era ainda melhor, até sair uma reportagem na Wallpaper alemã, sobre design fashion, classificando-o como o quinto melhor lugar p/ se morar nas Américas. Depois desta malfadada matéria, tranquilamente, o caos foi se instalando e de bairro de artistas e intelectuais, ele está se transformando em um frutífero investimento p/ os interesses de promotores imobiliários com ânsias vampirescas, e aonde se instalou uma fauna heteróclita e sem creatividade, sem classe ou elegância, com complexos de novos-ricos, muito dinheiro e sem cultura alguma, cheiradores de cocaína, clientes de prostitutas, alcóolatras, passeadores de cachorros e donos de 4&4.

A decadência está instalada. Os lofts dos escultores e dançarinos encareceram de repente e eles tiveram que partir porque não podiam mais continuar pagando o novo preço do mercado, deixando locais que foram sendo transformados em lofts modernos e renovados à velocidade da luz. Trouxeram um monte de cafés americanos, clubs de trocas de casais (quer maior decadência do que uma orgia organizada quando o casal nem é mais capaz de transar? voilà a utilidade das drogas e do álcool...) , trouxeram também muita falta de paciência no trânsito, falta de bom humor, +++ falta de civilidade, falta de estacionamento, muito ponto de droga, muita prostituição, muito roubo e muitos pedófilos, além de encherem as calçadas e os parques de merda, xixi e catinga de cachorro. A salvação é que no momento ainda resta, digamos, 50% dos antigos moradores, pré-diluvianos do ciclo Wallpaper.

Fazem doze anos que moro na mesma casa, aliás, um prédio com três andares e três casas. Não são apartamentos não, não do jeito que existe no Brasil. Cada um tem seu próprio número e somos independentes um do outros, com entradas independents e exteriors, escadas exteriors para cada apartamento. Mas é um prédio só.

Embora adore o meu bairro e sempre tenha tido uma ótima relação com meus vizinhos, há dois anos atrás tive como vizinhos de cima um casal com um dogue alemão, aquela raça de cachorros caçadores enormes e musculosos, por isso mesmo chamados de molosses, do tamanho de um pônei. Eles tinham também um daqueles 4&4 também eeeenormes, com aquelas rodonas parecidas carro de guerra, o tipo californiano. E só saíam com o cachorro durante 15 minutois por dia. Quer dizer, o bicho era todo descontrolado e meio paranóico, cheio de energia acumulada. Desconfio, aliás, que o cara tinha um complexo de pênis minúsculo porque tudo p/ ele tinha que ser grande e chamar atenção; quando chegava em casa, às 3 ou 4 da manhã, a música tinha que ser alta.

Em resumo, estes dois anos foram difíceis porque eles viviam na rua, inclusive à noite, e o bicho em casa na compagnia de 2 gatos fazendo uma guerrinha contra nossos nervos, derrubando objetos, chorando, e pulando à ponto de nos acordar quando os mestres chegavam. Felizmente, eles se mudaram p/ uma casa no campo com quintal, lugar mais condizente p/ aquele zoo. No apartamento deles entrou um casal alemão, diretamente vindos da Alemanha, muito simpáticos os dois. O único problema é que a menina, sobretudo, desce as escadas e bate a porta como se tivesse raiva de existir. Um caos. Aí, antes, eu ia lá e me baixava a vizinha da Samantha, aquela chata mesmo, sorridente e simpática -até levei um Panetone italiano, delicioso por sinal, porque era perto do natal-. A primeira vez eu expliquei p/ eles que o nosso prédio é histórico, tem 120 anos, e que fica num bairro excelente e tão antigo quanto o prédio, cheio de histórias, blá, blá, blá...e madeiras, portas e muros VELHOS. E terminava p/ pedir que quando eles chegassem, sobretudo às 3 da manhã, não batessem a porta com força, e não subir as escadas correndo porque eles me acordavam com o barulho. Eles sorriam, me diziam que eram pessoas educadas e 'profissionais', embora eu não veja a relação, acho que na Alemanha os 'profissionais' pensam que não fazem barulho!!! Mas, no dia seguinte, ou 2 dias depois, eles recomeçam. Sempre.

Fui lá umas 5 vezes, sem partir p/ a ignorância porque não é meu feitio, até que cansei. Aí eu cansei mesmo de pedir que parassem com o barulho. Não digo mais nada. Consolo-me dizendo que, de tudo quanto é forma, eles incomodam mil vezes menos que o cachorro; quer dizer, o barulho maior é durante o dia e isso é fichinha p/ quem foi acordada no meio das suas noites, durante 2 anos, por um molosse frustado. Para o meu bem estar psicológico e mental, decidi fazer abstração do barulho; a menina vive em casa porque faz doutorado, e é daquelas alemãs enérgicas, que vive subindo e descendo escadas correndo... mas eu tanto tentei que consegui. Eu os ignoro totalmente, à não ser quando dou com eles na frente da casa.

Antes, nestas horas, a vizinha da Samantha me possuía, eu sorria e dava um bom dia educado. Só isso. Depois que verifiquei que eles não querem parar com o barulho, quem baixa é o Horatio do CSI:Miami.

Deu p/ entender?

Bom, esta semana, me vem todo assustado o carinha que faz a limpeza p/ me dizer que chegando, ele deu de cara com um homem arrombando a porta dos alemães; o homem fugiu e ele veio me perguntar se eu não tinha ouvido barulho. Eu disse que ouvi sim, um barulhão danado, mas acrescentei que isso não era excepcional porque barulho vindo da casa deles eu ouço sempre porque fazem sempre muuuuiiiito barulho, frisei, honesta. À noite, a alemã não veio falar comigo, fui eu que fui perguntar sobre o tal ladrão porque estava curiosa p/ saber o que os policiais disseram. Ela visivelmente, estava com raiva porque eu não fui 'averiguar' a origem do barulho! Respondi-lhe que o barulho não era maior do que o que eles fazem diariamente. Aí, ela inocentemente, me disse que "quando a gente ouve barulho, tem que ir lá averiguar, mesmo se estiver achando que se está incomodando o vizinho...!".

Aí, eu fiquei assim, meio parada, tentando refletir se tinha entendido bem, e baixou em mim o Horatio do CSI:Miami, com aquele jeito de raposa noturna, fria, enracinada, cínica e meio psicótica.

Não é que a mulher estava pensando que eu era mucama?! Bom, isso até ela ver o Horatio de perto, cara à cara, porque depois ela anda cautelosa.
Ontem e hoje, ela está silenciosa. Que nem anjo de presépio.

Iiiixxxxxxi, mãezinha... colocaram a miúda no varal...

Copyright© Vladmir Gomes. All rights reserved.
P/ quem ainda não viu e nem riu, olha aí a foto da Ana, filha do Mirô e Rosely.

Livros eletrônicos, grátis, disponíveis p/ impressão

Embora eu ache que não se compara ao prazer de tocar e ter entre as mãos um livro que cheire à livro, papel e tinta de impressão, os livros eletrônicos, ou e-book, são bem práticos. Mas não sensuais, como objeto, é claro. A gente pode ler um livro eletrônico na tela de computador, o que pessoalmente eu detesto, mas tem lá suas vantagens, embora este fato seja o ápice da glória dos optometristas. Finalmente, os e-book, que eu não gosto de chamar assim porque estamos de mais em mais glorificando também a língua inglesa em detrimento do português (em francês, por exemplo, e-mail é courriel - correio eletrônico- que seria em português, correl; porque em português não desenvolvem uma nomeclatura clara p/ estes novos termos?)... bom, voltando ao meu assunto, estes livros podem ser baixados instantaneamente pelos usuários num clique de mouse (download). isso quer dizer que vc pode guardá-lo no seu computador ou num cd. É muito prático pois vc pode colocar anotações, tem os recursos de pesquisa de palavras. Se vc estiver estudando uma outra língua isso é genial, porque tem livros em várias línguas. Quer ver p/ ter uma idéia? Clique aqui.
Querem ler a história de Calabar online, e numa ótima qualidade ?
Calabar: Historia brasileira do seculo XVII, autoria de José da Silva Mendes Leal .
Typográfica do Correio Mercantil, 1863.

Em situações de urgência, p/ brasileiros que têm a cidadania canadense e estão fora do país....

O Centro de operações de urgência fica aberto 24 horas por dia, nos 7 dias da semana. Um agente está em serviço, em permanência, respondendo aos pedidos de tudo quanto é lugar do mundo. Os cidadães canadenses que estão fora do Canadá podem telefonar à frais virés ao (613) 996-8885.
Para telefonar à partir do Canadá ou dos EUA: (613) 944-6788 ou 1 800 267-6788.

Em alguns países, pode-se telefonar gratuitamente ( téléphoner sans frais).
Podem também comunicar através de um ATS, no número 1 800 394-3472 (Canadá e EUA) ou (613) 944-1310. Para entrar em contato com o Centro, via internet, é só preencher o formulário online (formulaire). Ou enviar um e-mail: sos@international.gc.ca
Telefone: (613) 943-1054

Ouça atentivamente as instruções e deixe o número do telefone aonde vc está, sem esquecer do código regional. Um agente vai ligar em mais ou menos 15 minutos (eles têm um sistema moderno e eficiente de transmissão de mensagens telefônicas).

Ao LUKA, que se escandalizou 'um pouco' com a minha palavra no post anterior, vai aí esta imagem.... Não tenho outras palavras.... aliás, tenho, mas bem piores do que esta.... Do que vale um blog se eu nem posso exprimir a veracidade do que vai no meu ser profundo quando, depois de ter trabalhado 12 horas quase sem parar, eu perco toda a informação por causa de uma tecla.... ??? De tudo quanto é forma, só quem lê o meu blog são os meus amigos do peito, que me conhecem e me amam, e uma porção de 'outros' surfistas virtuais que passam por aí; uns me perdoam tudo, e os outros não se importam. Caralho é só uma palavrinha, nada que se compare às nossas inteligências deslumbrantes.
Agora,vamos acabar com este blá-blá... verdade, não tive tempo de colocar as fotos de halloween .... e nem do anversário do Khalil... Realmente meu querido Isaías do coração, eu não tenho tido tempo nem de responder os meus e-mails. E coloco esta msg aqui que é p/ todo mundo. Podem continuar enviando asmsg que uma hora eu respondo.

October 26, 2006

Mémoires, Casanova (vers 1790)

" Cultiver le plaisir des sens fut toujours ma principale affaire : je n’en eus jamais de plus importante. Me sentant né pour le beau sexe, je l’ai toujours aimé et m’en suis fait aimer tant que j’ai pu. J’ai aussi aimé la bonne chère avec transport, et j’ai toujours été passionné pour tous les objets qui ont excité ma curiosité. J’ai eu des amis qui m’ont fait du bien, et le bonheur de pouvoir en toute occasion leur donner des preuves de ma reconnaissance. J’ai eu aussi de détestables ennemis qui m’ont persécuté, et que je n’ai pas exterminés parce qu’il n’a pas été en mon pouvoir de le faire. Je ne leur eusse jamais pardonné, si je n’eusse oublié le mal qu’ils m’ont fait. L’homme qui oublie une injure ne la pardonne pas, il oublie; car le pardon part d’un sentiment héroïque, d’un cœur noble, d’un esprit généreux, tandis que l’oubli vient d’une faiblesse de mémoire, ou d’une nonchalance, amie d’une âme pacifique, et souvent d’un besoin de calme et de tranquillité; car la haine, à la longue, tue le malheureux qui se plaît à la nourrir.
Si l’on me nomme sensuel, on aura tort, car la force de mes sens ne m’a jamais fait négliger mes devoirs quand j’en ai eu. [...]. "
Com esta aqui, eu quase morri de rir, e tomei a fina decisão de surrupiar do Copy &Paste:
Cemiteriedade
O Pessoal lá do cemitério, está meio encanado com a gente desde que começou a reforma do túmulo do meu avô. O primeiro que começou a reforma faleceu e deixou a gente na mão, então tivemos que contratar outro. Quando foi pra fazer a exumação do corpo, o outro foi mordido por escorpião e agora que um terceiro assumiu, foi internado ontem, chegou louco no cemitério e precisou ser levado pro hospital de camisa de força. Diz meu pai que hoje, quando ele chegou no cemitério, levando as plaquinhas de cobre pra colocar no túmulo, os coveiros se esconderam com medo de serem contratados por ele.O administrador do cemitério disse pro meu pai, que era melhor contratar um inimigo pra terminar o serviço, assim já fazia dois trabalhos de uma vez. As plaquinhas voltaram, ninguém quis colocar e meu pai disse que também não vai colocar não e perguntou se a empregada não quer ir lá fazer o serviço, ela disse que vai mandar o ex-marido: - Pelo menos ele não fica com aquela vaca!

Beleza dos números

O Hayama me enviou esta. Vou colocar aqui porque achei muito interessante.

1 x 8 + 1 = 9
12 x 8 + 2 = 98
123 x 8 + 3 = 987
1234 x 8 + 4 = 9876
12345 x 8 + 5 = 98765
123456 x 8 + 6 = 987654
1234567 x 8 + 7 = 9876543
12345678 x 8 + 8 = 98765432
123456789 x 8 + 9 = 987654321

1 x 9 + 2 = 11
12 x 9 + 3 = 111
123 x 9 + 4 = 1111
1234 x 9 + 5 = 11111
12345 x 9 + 6 = 111111
123456 x 9 + 7 = 1111111
1234567 x 9 + 8 = 11111111
12345678 x 9 + 9 = 111111111
123456789 x 9 +10= 1111111111

9 x 9 + 7 = 88
98 x 9 + 6 = 888
987 x 9 + 5 = 8888
9876 x 9 + 4 = 88888
98765 x 9 + 3 = 888888
987654 x 9 + 2 = 8888888
9876543 x 9 + 1 = 88888888
98765432 x 9 + 0 = 888888888

Brilhante, não é? E, finalmente, olhe essa simetria:

1 x 1 = 1
11 x 11 = 121
111 x 111 = 12321
1111 x 1111 = 1234321
11111 x 11111 = 123454321
111111 x 111111 = 12345654321
1111111 x 1111111 = 1234567654321
11111111 x 11111111 = 123456787654321
111111111 x 111111111=12345678987654321

October 24, 2006

Comprar produtos da Ayurveda, online

P/ quem está atrás de produtos da Ayurveda, uma boa opção é o site Bazaar of India.

Para o turista brasileiro não dar gafe em Portugal:

Tirei da Época Online algumas palavras traiçoeiras para o turista brasileiro não dar gafe em Portugal:
Açafate - cesta de pão
Aldrabão - malandro, trapaceiro
Alguidar - bacia
Andar - apartamento
Banheiro - salva-vidas
Biberón - mamadeira (vem do francês biberon)
Bica - cafezinho expresso
Casa de banho - banheiro (talvez seja influência do francês salle de bains)
Chapadas - bofetadas
Chumeco - sapateiro (do inglês shoemaker)
Copo d'água - festa íntima de casamento para poucos convidados
Descapotável - conversível (vem do francês décapotable)
Dar à perna - sair
Durex - preservativo, camisinha
Estojo - mocréia, mulher feia
Estou-me nas tintas - estou pouco me lixando
Galego - bronco, trabalhador braçal, peão
Infantário - escolinha maternal
Jornaleiro - trabalhador volante do campo
Latagão - marmanjo
Magoar-se - machucar-se fisicamente (não sei se tem algo à ver, mas a palavra francesa blesser pode significar tanto magoar no sentido de machucar-se emocionalmente quanto fisicamente)
Mulher a dias - faxineira
Padeiro - mau motorista, barbeiro
Passar pelas brasas - cochilar
Pia - espécie de ralo, fora da cozinha, onde se jogam as águas servidas
Pinoca - engalanado
Pires - cafona, brega
Portagem - pedágio
Queca - cópula (no interior da Bahia, puta)
Retrete - vaso sanitário
Sertã - frigideira
Sopeira - cozinheira ou empregada de cozinha
Travões - freios
Agora, estas eu já conhecia:
Bicha - fila de ônibus, banco, etc.
Paneleiro - homossexual
Puto - menino
Pequeno almoço - café da manhã (influência do francês petit déjeuner?)

Governo de Quebec promove palestras sobre processo de imigração aberto a brasileiros

À partir do próximo dia 6 de novembro, quatro representantes da Província do Quebec, no Canadá, irão ministrar palestras pelo Brasil sobre programas de imigração aberto a brasileiros. O Rio de Janeiro será o primeiro estado a sediar os encontros.
A iniciativa tem por objetivo incentivar a imigração legal para a província. A participação é gratuita e os encontros terão duração de 90 minutos cada. A única exigência é se inscrever previamente no site www.imigracao-quebec.ca. O local e o horário serão posteriormente enviados por e-mail aos interessados.
Durante o encontro, os participantes receberão informações sobre o processo de seleção, o qual esta baseado em critérios como formação técnica ou acadêmica, experiência de trabalho, recursos financeiros, idade e conhecimento dos idiomas francês e inglês.
O processo de seleção dura, em média, 12 meses. Os brasileiros partem do Brasil com um visto de residência permanente, que permite viver e trabalhar legalmente na maior província canadense. Após três anos de residência no Canadá, é possível solicitar a cidadania, com direito a passaporte canadense e obter a dupla cidadania.
Confira as datas das palestras:
Rio de Janeiro - 6, 7 e 8/11; São Paulo - 10, 20 e 21/11; São José dos Campos (SP) - 6/11; Curitiba (PR) - 22 e 23/11; Brasília (DF) - 27 e 28/11; Belo Horizonte (MG) - 29 e 30/11; Salvador (BA) - 4 e 5/12 e Recife (PE) - 6 e 7/12.

October 23, 2006

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Excelente o filme de Sophie Deraspe, Rechercher Victor Pellerin!!!

Sem tempo p/ entrar nos detalhes, deixo uma nota: excelente o filme de Sophie Deraspe "Rechercher Victor Pellerin" !!! Tive um real prazer em assistí-lo, de verdade! A história nos seduz à cada instante.
E pensar que eu iria estar presente na vernissagem de 'Victor', em 2005.. (apareceria eu?) nas cenas do início e do final... mas eu estava tão "maganê" que era preferível não aparecer ! Tinha um outro compromisso naquele dia.
Depois do filme, fomos comer sushi no Village, esqueci o nome do restaurante. Muito gostoso mesmo, e o garçon era muito bonito...

October 22, 2006

'Rechercher Victor Pellerin' - Dona Orpheline/Sheila Ribeiro

Recebi uma msg da minha amiga Sheila Ribeiro, da compagnia de dança contemporânea Dona Orpheline (dona orpheline cria e produz instalações coreográficas, espetáculos de dança contemporânea e vídeos-dança), avisando que o longa metragem 'Rechercher Victor Pellerin', no qual ela é uma das atrizes principais, está em cartaz no Festival du Nouveau Cinema de Montréal.
Se quizerem vê-la, virtualmente, é só clicar aqui .
Sessão hoje, domingo, 22 Outubro, às 19h00 no Ex-Centris - Cassavetes.
E amanhã, segunda-feira, 23 outubro, às 12h30, no Ex-Centris - Cassavetes.
+55 11 3063-5337
+55 11 8447-9370

October 21, 2006

Poesia do mito, uma complexa associação de idéias (4)

Lousnak

Lousnak
Ela é noturna e fascinante; suas canções não deixam ninguém indiferente. Seu canto é emotivo, muito suave, doloroso, cheio de silêncios e poesia. Pintora e atriz (Ararat, de Atom Egoyan), mas sobretudo cantora, seu nome significa "pequena lua" e sua música possui uma alma. De origem armeniana, ela vive em Montreal há mais de vinte anos, mas ao ouví-la, nós somos imediatamente transportados à um outro mundo, docemente sombrio, docemente melancólico, feito de beleza e profundidade.

Poesia do mito, uma complexa associação de idéias (3)

K.
Parque du Mont-Royal, 2000
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Poesia do mito, uma complexa associação de idéias (2)

Hécate
Mágica, caótica, imprevisível, Hékate ensinava a alma a recordar suas vidas passadas, sendo uma divindade subterrânea, quer dizer, ctônica. As divindades ctônicas residiam abaixo da superfície da terra, concernadas com o básico da vida: fertilidade, parto, colheitas, destino e morte, faziam germinar e frutificar as possibilidades de tudo que é material ou abstrato.
O próprio Zeus, que portanto não se submetia à nenhum outro ser, rendia culto à Hécate, com quem compartilhava o poder de conceder ou reter os desejos humanos e os domínios do mundo. Deusa Tríplice, em trindade com Perséfone e Deméter, ela não reinava apenas sobre o mundo da magia e da morte, mas sobre tudo que dizia respeito ao nascimento, renascimento e renovação. Em algumas versões, ela era mãe de Scyylla, e filha de Perseu e Astéria; em outras, filha de Nyx, a noite profunda e antiga do inconsciente.
Sua origem remonta, historicamente, aos karianos da Ásia menor, chegando em Grécia no século 6 a.c. . Hekat, uma antiga palavra egípcia que significa "Todo o poder", pode ser a origem do nome Hécate. Em alguns lugares da Tessália, ela era cultuada sómente por mulheres, nas noites de lua cheia.
Os mitos gregos atribuem-lhe a concessão da prosperidade material, o dom da eloquência nos discursos, a vitória nos campos de batalhas, assim como o acesso à memória do Inconsciente Coletivo e das forças primitivas. Representada carregando torchas acessas cuja luz indica o caminho à seguir na vasta escuridão de nosso ser interior, acompanhada por espíritos e lobos que uivam, Hécate é a imagem invencível de uma guardiã do mundo subterrâneo que envia sabedoria intuitiva e sonhos proféticos p/ a humanidade. E visão inspirada aos artistas.

Poesia do mito, uma complexa associação de idéias (1)

Julia Margaret Cameron
The Kiss of Peace, 1869

"Be it addressed to the eye, ear, or mind only; be it a song of Handel, a painting of Reynolds, or a verse of Shakespeare; if it " transport our minds beyond this ignorant present" , if it full us with consciousness of immortality, or the pride of knowing right from wrong, it is to us, to all intents and purposes, poetry. Nor is it anything uncommon in language to apply the term to these arts. We hear of the poetry of sculpture, the poetry of painting.”
J. Keble, Occasional Papers and Reviews (Oxford, 1877) p. 152-153

As palavras de John Kebler, líder do Movimento de Oxford, refletem o pensamento de Julia Cameron. E resumem o seu trabalho. A poesia do mito, de acordo com Kebler, nos transporta, e inspira uma complexa associação de idéias ligadas à moral e à espiritualidade. Esta teoria foi defendida por David Hartley em Observation on Man, em 1749. Julia Cameron e seu marido, Charles Cameron, foram fortemente influenciados pela teoria de David Hartley; eles eram amigos de Henry Taylor, que mantinha relações estreitas com os escritores Coleridge e Wordsworth, e que também foram fortemente influenciados por Hartley. Charles Cameron escreveu, em 1824, um ensaio intitulado Essay on the Sublime and Beautiful.

Julia Cameron
Para muitos, sua técnica era imperfeita, mas é justamente esta 'imperfeição' que gera a poesia e a beleza das imagens de Julia, que começou a trabalhar com fotografia em 1863 e nomeia seu trabalho de 'Arte Divina'. Vaporosas, suas imagens têm uma 'nebulosidade' intencional que nos conduz à uma atmosfera romântica e mística de inspiração intemporal.
Leitora de Keats e de Tennyson, ela fazia parte de um grupo de pessoas que propunham questionamentos e reflexões sobre a poesia, literatura e arte em geral. Graças à sua técnica e tenacidade, Julia Cameron forneceu uma preciosa contribuição para a estética na arte fotográfica e seus trabalhos continuam inspirando artistas contemporâneos.
Mulher forte e dotada de un temperamento ardente, ela começou a trabalhar com a fotografia aos quarenta e oito anos. Com a sua família, suportava frequentemente dificuldades financeiras, mesmo tendo ajuda financeira de Lord Overstone, à quem escreveu : "... so, I suppose I must suppress my ambition and stop, but it is an art full of mystery and beauty... " .
(NOTA : Este texto é um extrato de um projeto universitário, 'HISTOIRE DE LA PHOTOGRAPHIE (1830 - 1940) - JULIA MARGARET CAMERON ET LES PRÉRAPHAÉLITES', escrito por mim, e que foi impresso em 1996 pela Université du Québec à Montreal. Cópias interditas, of course!).

October 20, 2006

Filme: The Navigator, de Vincent Ward

Dia sombrio, fríissimo, chuvoso e começando à nevar. Abri um armário que se encontra no KGB e aonde estão arquivados grande parte do meu material video, algumas cassetes estão lá aposentadas depois de anos. Encontrei de tudo, e passei parte do dia visionando algumas cassetes já esquecidas. Em 1996 fiz um video de 6 minutos, Le Chant de la Sibylle, cujo som é do Kronos Quartet. Na época, quando tive a idéia de escrever-lhes p/ pedir autorização p/ usar o material, um eco de opiniões divergentes se faziam ouvir no horizonte: diziam-me que uma artista literalmente desconhecida pelo grupo não poderia obter facilmente tal autorização. Mas eu consegui! -a carta encontra-se nos meus arquivos e eu já tinha me esquecido desta estória.- P/ entender o drama que se passava naquela época em relação à este projeto, basta dizer que a música não era finalmente um fundo sonoro pois eu estava terrivelmente inspirada por ela; o tratamento das imagens assim que a montagem foram tratados como um acompanhamento. Os textos foram tirados do La Jeune Parque, de Paul Valèry. Em resumo, se eu não tivesse tido a autorização, teria simplesmente que encostar o video.
Então, foi nesta situação de encantamento e curiosidade que eu redescobri o The Navigator, de Vincent Ward no meu armário. A cassete estava lá, empoeirada, atrás da Maison de Redressement, de Francisco Ruiz de Infante. Um e outro foram trabalhos inesquecíveis p/ mim. Eu tinha colocado estes dois documentos com dois outros cassetes, entrevistas com Paul Auster e Elisabeth Badinter. Visionei um pouco cada uma das cassetes mas infelizmente elas tinham sofrido bastante com o frio do local. O material ficou danificado -imagino que tenha sido o frio e a mudança de temperatura radical-. Mas foi o suficiente p/ eu me certificar do imenso talento de Vincent Ward nesta inesquecível odisséia medieval, como ele mesmo entitulou este seu trabalho.
O Navegador, o filme que colocou Vincent Ward entre os cineastas mais inovadores e competentes deste século, é um filme sobre os sonhos, a morte, as relações interpessoais, a força do coração humano e também sobre a procura por uma espécie de transcendência. O filme fala igualmente sobre a percepção da finitude e da complexidade do universo que nos rodeia.
Enfim, conto místico contemporâneo que se passa no século 14 durante a devastação da peste negra, o filme é uma das obras mais alucinantes já filmadas; a história é uma aventura aonde misturam-se fé, ciência, religião, misticismo, realismo histórico e aventura moderna, criando uma obra visualmente deslumbrante, sem aqueles efeitos especiais gênero gadget que eu tanto detesto; Ward trabalha com contrastes : a fotografia em preto e branco carrega oposições de sombras e paisagens cobertas de neve, o céu cinzento e a luz fantasmagórica de lampiões que queimam em cavernas obscuras. Expressionista, o filme é em realidade uma parábola sobre o ser humano na tentativa de compreender tanto seu universo imediato, como o universo infinito no qual vivemos subjulgados à forças complexas, assim que os possíveis universos paralelos à nossa própria realidade.
O dia à dia áustero, em preto e branco, do povoado do personagem medieval Griffin contrasta com suas alucinações coloridas de um outro mundo no qual ele visiona a esperança de uma salvação contra a peste negra; suas visões quebram esta austeridade e aprofundam a narrativa em cavernas subterrâneas que se aparentam simbolicamente às profundezas humanas, e através das quais os pelegrinos do povoado alcançam um universo moderno e imcompreensível p/ suas mentes medievais que, portanto, cultivam ainda a fé, único motor catalisador de esperança.
Assim como Einstein, a estória nos diz que tudo é relativo.

4ª Semana Nacional pela Democratização da Comunicação


Site Web da Semana Nacional pela Democratização da Comunicação

Nove famílias brasileiras têm o total contrôle das principais empresas e meios de comunicação do país enquanto 175 milhões de pessoas escutam, caladas. É justo? É normal? Não é.
Como reação e partindo à procura de soluções p/ contrabalançar este fato, um coletivo constituído por organizações, redes e fóruns, espalhados pelo país, foi criado e decidiu-se organizar a 4ª Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, aonde vai rolar debates sobre o assunto.

October 18, 2006

Fotos no blog

Eu aqui quebrando a minha digna cabeçinha com um WebSite multimídia que estou realizando, e me dá uma daquelas irritações -forma educada de dizer ojeriza- da tecnologia e do que não funciona porque sempre tem algo que não funciona quando a gente trabalha com multimídias. Aí, p/ espairar, eu vou dar um tempo e fazer uma pesquisa na net. Indo e vindo, dou de cara com um blog aonde o cara diz essa, em outras palavras, é claro, porque não me lembro da frase exata: "as pessoas colocam fotos no blog quando não sabem o que escrever!!!!!!!!!!!".
O ponto de exclamação é meu.
Eu tenho tanto trabalho p/ colocar imagens no meu blog! Se fosse por preguiça ou falta de inspiração, entre escrever ou trabalhar imagens, eu sou mais rápida e eficiente na escrita, embora seja também super rápida e eficiente no trabalho com imagens. Perco muito tempo na optimisação de uma imagem principalmente, e na transferência p/ o computador. Além de que sempre guardo as minhas imagens em várias qualidades e tamanhos, p/ impressão, p/ o web, mas também p/ o blog pois a imagem deve ser ainda mais leve num blog do que num simples site. E escrevo numa rapidez que dava inveja aos meus colegas da universidade, da escola, e na minha vida toda; e ainda dá. Aliás, eu sou eficiente demais p/ escrever e p/ cozinhar. Escrevo rápido, e não tenho nenhuma dificuldade.
Quando não escrevo no blog é por falta de tempo, mas principalmente porque tenho coisas mais interessantes p/fazer como sair e ter um bom papo com gente real. Ôxe! E quando coloco uma imagem, é uma opção assim como é a escritura de um texto. Eu não escrevo p/ encher linguiça, como não coloco imagens p/ não encher linguiça.
E outra coisa mais: imagens são também uma forma de escrita, e boas imagens, requerem tempo e dedicação, assim que a boa escrita, viu?
Mando ou não mando p/ ele este comentário? O pior é que nem sei mais quem foi....
K.
Wings: Writing, Flying and Huevos Revueltos
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Apdeites

Muito bom o artigo: CopyScape, ou copiar e escapar?, do Apdeites
K.
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October 15, 2006

Le Grand Meaulnes



Li o livro quando era adolescente, e com ele carreguei esta coisa indescritível que corrói minha alma inundando-a de nostalgia de coisas esquecidas. Hoje, só o sentimento persiste. Depois, vi na sessão da tarde o filme de Jean-Gabriel Albicocco. As imagens estão na minha cabeça; só não sei se fui eu quem as criou depois de ler o livro. Minha memória me trai?
Agora, soube que fizeram um novo filme, que já está em cartaz na França. Ninguém ainda me disse se é bom ou não. Estou curiosa, mas isso me soa como traição. Tinha acostumado-me à viver com as lembranças deste primeiro filme, destas imagens que ficaram-me tão profundamente marcadas e agora, terei que compartilhar-las com uma modernidade. Justamente por ser adepta convencida das novas tecnologias, desconfio desta época de efeitos especiais à profusão, gadgets e atores esteticamente corretos. A obra de Alain-Fournier vai resistir à isso?


K.
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Discovery Channel sobre o Brasil

Enquanto espero o doc que será apresentado no Discovery Channel sobre o Brasil, eu fico aqui sentadinha no meu sofá ao mesmo tempo zapando e navegando na web.
É bem conhecido que todo geminiano é impaciente por natureza e tem tendência à fazer várias atividades ao mesmo tempo. Na Web, descubro esta maravilha: "Parler pour ne rien dire et ne rien dire pour parler sont les deux principes majeurs et rigoureux de tous ceux qui feraient mieux de la fermer avant de l'ouvrir. (Pierre Dac)".

Na tv, em "Tout Le Monde en Parle", dou de cara com um psiquiatra francês em visita à Montreal, sedutor e charmoso, que -oh, finalmente um entre eles, os psi,- questiona o uso de medicamentos em casos de hiperatividade infantil e mesmo depressão ou agressividade adulta também; ele aconselha ATIVIDADES FÍSICAS.... (eu sempre falei isso, tem que sair e andar muito, brincar bastante lá fora, correr e gritar, gritar, viu? Até adulto tem que fazer isso, correr, rir, brincar, gritar, xingar e rir de novo. E comer peixe (muito difícil p/ mim....).

Tem uma frase que não me sai da cabeça, por culpa de Isaías, que me enviou uma msg perguntando sobre a frase e sobre o autor. Meu amigo, esqueci quem foi o autor da mesma, como também esqueci exatamente as palavas, algo como: Quando tenciono falar da coisa mais.... que vi na minha vida, minha lingua enrola, meu......., sou um homem mudo.