
March 05, 2007
March 03, 2007
I want my Old blogger!!!!! o blogger ficou uma m..... depois da renovação....
Boris Vian e o trabalho
March 02, 2007
Já que o assunto é família, vou falar dela que tem na minha cabeça uma imagem de matrona gorda, baixinha, simpática e dura ao mesmo tempo, e preta.... preta como um tição, peituda, engraçada, pele lisa e simpática, abraço gostoso, cheia de dengo e riso. Tudo o que não tive. Porque o que ficou na lembrança do nome, foi mesmo a coisa dela, inflexível memória. O pai era de família nobre holandesa, a mãe também porque eram primos, e o nome está em livros de história como Savoie, a parte afrancisada, mas em flamengo é mais complicado e cheio de van e der. Em todo caso, isso de nome carrega importância básica porque cria laços e obrigações. E dura até hoje!
Depois
Primeiro eu fechei os olhos, depois eu me sentei no vazio da noite e fiquei lá, agachada, esperando.
Fui abrindo devagar as persianas. Cheio o ar daquele sentir mofado de coisa esquecida, e no meu nariz. Como poderia adivinhar eu que a solidão dele pesava tanto em mim que no vazio das palavras que ele não sabia exprimir? E era culpa minha?, eu pensei. E pensando continuava acubranhada. Tanta miséria humana cheia na sola do sapato... e tudo por causa do reitor, ele que disse que vaca tinha uma bosta que não fedia. Ele, o ignorante.
Ontem, a velha me deu um sorriso destentado. Mais um. E eu fiquei com nojo e vergonha de mim mesma porque não quiz me sentar na frente dela e daqueles dentes faltantes e que iam crescendo em proporções desumanas tão grandes que eu que era antes tão cortês comecei a evitá-la por causa do dente, do podre e dos outros, os faltantes. Perco a fome e a vontade de comer olhando a boca dela que não para de sorrir e de me dizer que trabalhou toda a sua vida desde pequena nas casas mais ou menos de Lisboa. Isso na juventude dela, que nasceu em Santarém, terra que era também do meu 7 avô, o mesmo que era um Marques da Fonseca de prenome Luís e que se casou com uma Bessa.
Eu
fui entrando com cuidado, olhando muros e medos atravessando as frestas da janela da sala. E o sol. A mão negra dela segurou a persiana encardida e ele acordou, ranzinza, me olhando eu, cheia de silêncio de manhã e a fome de profundezas que eu queria roubar dos olhos dele, querendo também uma pitada de atenção mais prolongada que essa face disforme de acordar tão apressado e descontente. E eu tremento do anseio de mim mesma, olhei pra frente e pra dentro, entrando, entrando, entrando sem fim lá num cantinho que eu fiquei segura.
Até o final de tudo.
Ouvindo Nick Cave
Carmo, Salvador (BA)
Querem ver mais fotos do Carmo ? (com a máxima qualidade), cliquem aqui (mas sabendo que os e-mails de vcs têm que estar nos meus contatos senão não podem ver nada não, e eu só coloco nos meus contatos os conhecidos, e conhecidos de conhecidos).
Cheguei!!!!!
Chegando no aeroporto de Montreal, encontrei Ciro e Katu com rosas vermelhas me esperando. E fomos direto p/ o "Le Commensal" comemorar o aniversário do Cirinho. Eu fui o presente dele. Mas, cá entre nós, não tem nada melhor do que a nossa casinha e o aconchego de uma família amorosa, né? É esta a vantagem do inverno, sentir este calorzinho que esquenta a alma aqui de dentro, sentadinha no sofá e olhando a neve cair pela janela, tomar o chocolate chaud com canela... matar a saudade dos cômodos não visitados todos estes últimos meses, receber os telefonemas dos amigos impacientes das novidades, olhar as correspondências acumuladas... enfim, estar aqui de novo no meu ambiente, com meus livros, meus cds, minhas flores, meus tapetes e a minha gente.
A pena foi que não deu p/ visitar o Francisco em Barbacena, o Augusto em Prado, a família em Rio Claro, Ibitipoca, Tiradentes, Olaria, a Jozelda em Santana do Deserto e a Lena em Curitiba. Coisas que ficarão "p/ a próxima....".
February 18, 2007
Festa de Yemanjá e Oxum, no Rio Vermelho, no dia 02 de fevereiro
Festa de Yemanjá e Oxum, no Rio Vermelho, no dia 02 de fevereiro 2007.
Não, meu amor, depois de ter estado naquela loucura de Salvador durante 3 semanas inteiras, o meu carnaval já foi brincado em todo o seu eXplendor. Outra, é claro, vc sabe Dinha, sou filha de Oxum, né? E falando em Salvador, este ano estive na festa de Yemanjá e Oxum, no Rio Vermelho. E tirei fotos, que podem ser acessadas clicando daqui.
Oxum é conhecida por seu amor por tudo que é belo, gostando de ambientes aquáticos que incluam homenagens com mel e dinheiro. Seu colar de búzios simboliza o conhecimento e o poder de adivinhação; suas filhas são as únicas mulheres no candomblé, talvez Umbanda, que lêm os oráculos pois ela é tida como a rainha das feiticeiras; com exceção dos filhos de Orumilá, os melhores olheiros de búzios, entre os homens, também são filhos de Oxum.
Oxum resume bem a poesia de Caetano Veloso, “gente é pra brilhar”, pois ela adora dançar e se divertir, mas tem também um lado muito sério, aquele em que é chamada de Grande Dama, como a Hécate grega; ela é a única divindade que fez todos os orixás, inclusive o grande Oxalá, se curvarem perante seu poder. "Sensual e muito sensível, ela pode ser facilmente ofendida. A maioria dos seus filhos encontram sua força total em todas emanações da deusa, pois ela é a deusa das feiticeiras, a Senhora do Pássaro da Noite". Guerreira, Oxum desenvolve seus princípios "animus", o que entre outros desperta-lhe um amor intenso pela liberdade, pela independência e autonomia, e assim, ela brigará e lutará para preservar estes valores, mas é através de seu espelho que brotará nela a consciência de si mesma e de sua sensualidade, ao ver sua imagem refletida; seu espelho sendo ao mesmo tempo um escudo de proteção e uma arma de ataque, que pode cegar ou aprisionar.









