Existe um DVD que explica a técnica, e q está disponível no YouTube e na página embaixo.
Veja também em Yahoo!Respostas:
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20061017100723AAad8d9
(O que é Auto-hemoterapia? Como ela atinge nosso organismo?Há riscos? Para quem é indicada?).
O vídeo com a entrevista com so Dr.Luiz Moura está disponível na internet (Youtube) no site: http://www.orientacoesmedicas.com.br/auto_hemoterapia.asp ( é longo, tem cerca de duas horas e meia - mas está dividido em 5 etapas).
Vc pode tbém fazer uma pesquisa no YouTube, procurando por "Dr. Luis Moura Hemoterapia". Vc deve chegar numa página deste tipo:
http://www.youtube.com/results?search_type=search_videos&search_query=C%C3%A2ncer%20AIDS%20Auto%20Hemoterapia%20medicina%20complementar%20dr%20luiz%20moura%20sangue%20macrofagos%20depress%C3%A3o%20p%C3%BArpura&search_sort=relevance&search_category=0&page=2
"Atenção: para agendar consulta com o Dr. Luiz Moura há uma espera de aproximadamente 6 meses. Como a quantidade de ligações é muito grande, dificilmente será possível agendar por telefone. Rua: Conde de Bonfin, 377, sala 803, Tijuca, RJ(perto do metrô Saenz Peña). Tel: (0xx21) 2572-5902 - (0xx21)8817-6012: Janilda (secretária).".
Mas p/ fazer a auto-hemoterpia basta a ajuda de qualquer pessoa com um curso de enfermagem q pode aplicar a hemoterapia, pois para isso apenas é necessario saber retirar sangue da veia e injeta-lo no musculo do braço ou nadega como qualquer outra vacina. Veja o video q está grátis na web, e participe de foruns sobre o assunto.
"Embora quase não se escute falar desta técnica, ela é bastante antiga. Em 1911 F. Ravaut descreve seu emprego em diversas doenças infecciosas, especialmente na febre tifóide e dermatoses. Era usada também em certos casos de asma, urticária e estados anafiláticos.
A mesma técnica é citada pelo Dr. Leopoldo Cea na página 37 do “Dicionário de Términos Y Expressiones Hematológica” em 1941. E no mesmo ano H. DOUSSET afirma ser útil em certos casos para dessensibilizações.
Podemos encontrar referências (Auto-hemotherapy) na 25ª edição - 1976 - pág 129 do Dicionário Médico Stedman. E em 1977 no Index Clínico de Alain Blacove Belair. O professor Jesse Teixeira provou que o S.R.E (sistema reticulo endotelial) é ativado pela auto-hemoterapia em um trabalho publicado e premiado no mês de Março de 1940 na Revista Brasil Cirúrgico. O experimento foi realizado com a utilização de cantárida na coxa do paciente e feita a contagem dos macrófagos antes e após a auto-hemoterapia. A taxa de 5% aumentava para 22% após 8 horas, mantendo-se assim por 5 dias e declinando para 5% após 7 dias. É um recurso terapêutico de baixo custo, pois consiste em retirar o sangue da veia do paciente e aplicar no músculo. A quantidade varia de 5ml à 20ml, dependendo da gravidade da doença a ser tratada. O sangue (tecido orgânico) em contato com o músculo (tecido extra-vascular), desencadeia uma rejeição, e isso estimula o sistema reticulo endotelial. A medula óssea produz monócitos que se dirigem as tecidos orgânicos onde recebem o nome de macrófagos. Estes se quadruplicam em todo o organismo.
Está indicado nas doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, e os corpos estranhos como os cistos ovarianos, miomas, as obstruções de vasos sangüíneos.
Outros links sobre o assunto:
TRABALHOS PUBLICADOS
YAHOO-GRUPOS AUTO-HEMOTERAPIA
April 11, 2007
April 09, 2007
O fantasma imaginário
Foto 'gentilmente' surrupiada por mim deste site . A fotografia, de autoria de Mr. Robin E. Owen, retrata o grupo que fez parte do experimento da The Toronto Society for Psychical Research sobre como criar um fantasma; nela vemos Iris M. Owen (esquerda) e os outros membros do grupo, em Toronto (1973-75).Outro dia eu assisti um programa na televisão no qual falavam de um experimento sobre Phillip, um fantasma imaginário. Não me lembro do nome da emissão, acho que era Hantise, uma destas emissões aonde aparecem histórias de pesquisas pseudo-científicas sobre fantasmas, mas o caso apresentado foi sobre um experimento interessante feito nos anos 70 por A.R.G. Owen, falecido em 2003, e sua esposa, Iris M. Owen. Philip, The Imaginary Ghost é um documentário de 15 minutos feito sobre este experimento e que não se encontra sur internet, eu apenas vi extratos do documentário no programa de TV. Pelo o que entendi, nos anos 70 podia-se conseguir cópias do documentário com uma compagnia de Toronto, George Ritter Films Ltd., mas hoje em dia esta compagnia não existe mais.
Muitos pesquisadores de paranormalidade suspeitam que as manifestações de espíritos sejam produtos da mente humana. Para testar esta idéia, uma pesquisa foi feito, no início dos anos 70, pela Sociedade de Pesquisas Físicas de Toronto (The Toronto Society for Psychical Research (TSPR), à fim de saber se eles poderiam criar um fantasma. A intenção do experimento era p/ saber se um fantasma imaginado e inventado de todas as peças poderia se manifestar através dos esforços concentrados de um grupo de pessoas.
O projeto foi o seguinte: reunir, sob a supervisão do Dr. A.R.G. Owen e tendo o psicólogo Joel Whitton como observador, um grupo de 8 pessoas que não tinham nenhum don mediúnico, para ciriarem juntos um fantasma com quem eles poderiam se comunicar e criar fenômenos físicos.
A primeira tarefa do grupo foi criar a personalidade e a biografia do espírito que chamaram de Philip Aylesford; com a ajuda de um desenho do suposto fantasma, criado por um artista do grupo, foram fortalecendo de pouco em pouco a imagem e a vida de Philip em suas mentes.
Em Setembro 1972, o grupo começou a discutir a vida de Philip como um ser real, todos tentando visualizar, à cada encontro de 1 vez por semana, a “alucinação coletiva” em detalhes. Durante 1 ano não houve resultados, alguns clamando sentir uma ‘presença’, mas nenhuma comunicação com Philip. Então mudaram de tática e começaram a fabricar os encontros semanais como um ritual e com a atmosfera clássica de sessões espíritas conhecidas na época: luz branda, sentados em volta de uma mesa, cantando orações e rodeados de imagens e objetos do período em que o fantasma supostamente viveu.
Durante uma tarde, Philip comunicou-se pela primeira vez através de batidas distintas na mesa, e logo começou a responder as questões do grupo. Começaram assim uma série de fenômenos que foram filmados mas que não puderam ser explicados cientificamente, como movimentos e levitação da mesa, que chegava mesmo a ‘dançar’ sobre uma perna só (a mesa evidentemente –rsos…).
As conclusões possíveis tiradas do experimento foram as seguintes :
-O experimento prova que os espíritos realmente não existem, eles estariam somente em nossas mentes.
-Nosso inconsciente poderia ser o responsável por este tipo de fenômeno, mas, de verdade, não se pode provar que os espíritos não existem.
-Mesmo se Philip tenha sido completamente inventado, o grupo de Owen poderia ter realmente conseguido contatar o mundo dos espíritos e um espírito brincalhão aproveitou a oportunidade p/ atuar como Philip.
-Em todos os casos, as experiências provaram que os fenômenos paranormais são reais.
Psychic Mysteries Of The North - A.R.G Owen (c) 1975
Conjuring Up Philip - Iris Owen and Margaret Sparrow (c) 1976
Into The Unknown - Will Bradbury (c) 1981
The Survival Research Institute of Canada
The Philip Experiment
K.
Wings...and Huevos Revueltos
http://montrealswinds.blogspot.com
Copyright©k.s. design, 2005. All rights reserved.
April 02, 2007
Meu tenebroso e indomável heroi, no filme "Immortel", de Enki Bilal
Em setembro 2005, escrevi um post p/ falar do filme Immortel, de Enki Bilal. Como foi escrito em francês, e que me pediram agora p/ traduzir, aí vai um novo post em português:
Sempre fui hipnotizada pelo mundo mágico das HQ. Socialmente selvagem, no final da infância e da adolescência, havia entretanto um grande número de meninos que vinham tocar a campainha na minha casa, interessados pela minha coleção de heróis. Partilhávamos o mesmo interesse por este mundo que, ao contrário do que a maior parte dos pais diziam na época, não representava um passaporte p/ a ignorância. Muito aprendi, em termos de cultura geral, através destas histórias mas o mais importante era que as HQ representavam p/ mim um momento de catarse, única ocasião aonde eu podia deixar minha imaginação vagar livre de obstáculos. E com eles, os personagens, eu podia atravessar universos surreais e destituídos de toda a lógica que o mundo real à minha volta teimava em me obrigar à atravessar.
Amante impenitente dos irmãos Grimm (por causa deles levei surras homéricas...) e embora tenha relido inúmeras vezes os mesmos livros já alquebrados da minha vizinha Magda, por falta de outros eu relia tbém a Bíblia -livro cheio de recitos mágicos, não duvidem, a bíblia é um poço de danações profundas e edificantes p/ quem tem o vício da leitura!- Pelo único prazer de ler histórias, creio que, efectivamente, li o antigo testamento integral aos nove anos! Se tivessem me perguntado, na época, eu teria podido descrever as gerações dos reis de Israel, as guerras, os pecados e os amores, sobretudo do rei Davi, sem esquecer a loucura de Absalão, a revolta de Tamar, a beleza e a inteligência da rainha de Sabah, a sabedoria de Salomão... enfim, um mundo sem fim de nascimentos, vidas e mortes... E o amor e a vingança deste deus que era chamado, lembro-me bem, de o Senhor dos Exércitos!
Em todo caso, a minha única porta de saída p/ o mundo triste em que eu vivia era, em uma certa época, os heróis Marvell e a minha coleção de Mitologia Greco-Romana, da editora Abril. Únicos tipos de leitura que eu podia pagar -mesmo a coleção de Mitologia eu não pude continuar e parei no número 30! Até hoje eu lamento isso!!- naquele tempo. Eram tempos de vaca magra e de ditadura -morávamos em uma cidade conhecida como O Açougue, por causa do quartel das Forças Armadas-. As histórias chegavam nas bancas de duas em duas semanas, ou mais, e os que não tinham um pai rico deveriam escolher só uma história e trocar após leitura, mas sempre guardavámos os melhores exemplares. Nesta época, aprendi muita coisa, entre elas uma das forças do budismo, o despreendimento; outra coisa foi apreciar no seu justo valor as belas coisas que nos rodeiam, como os livros, não somente em forma de conhecimento mas tbém como objeto de beleza e sensualidade.
Adolescente, fiquei deslumbrada quando o meu velho Batman se tornou de repente um herói atormentado e existentialista, cercado desta sombra tenebrosa que nos seduzia à todos e que só em 2005 foi realmente personificado no cinema através do filme Batman Begins. Gostei tanto daquela voz profunda de Christian Bale que caracterizava tão bem o meu heroi em todo seu explendor!
O heroi existencialista que observava o mundo do alto das noites frias de Gothan, como um anjo dilacerado de dor e penumbras, foi demais para o meu pobre coração já abimado e repleto de eternas súplicas de revoltas; ele passou a ser o pássaro negro que eu carregava sobre os meus ombros cansados e com quem eu atravessava o outro lado do oceano para poder chegar à ilha dos meus sonhos.
Este post foi escrito p/ explicar porque adorei a poesia de "Immortel", filme de Enki Bilal, adaptado de sua HQ La Foire aux Immortels; ela faz parte de uma trilogia, juntamente com La Femme Piège e Froid Équateur. Foi, um dos primeiros entre pouquíssimos filmes no mundo inteiro, filmado inteiramente em "digital backlot" (atores foram filmados na frente de um blue- and green-screens e o fundo foi acrescentado na post-production, uma técnica sómente usada na época pela TV, video e videogames). P/ quem curte histórias inteligentes e cheias de mistério, existencialismo e fantasia, além é claro, que gosta de ser seduzido por um design sonoro mágico e que nos permite de aprofundar na fantasia/filosofia de um complexo conceito de humanidade/mito/amor e eternidade, eu recomendo este filme.
Confiram um trailer e o site oficial.
March 29, 2007
O filme "300"

O ridículo politicamente correto da nossa atualidade querendo destruir a criatividade e a fantasia, e mesmo a realidade da História.
Sou fã de HQ, BD, graphic novels, gibi, etc. Sou fã disso tudo, e p/ completar, eu já tinha gostado de 2 filmes que foram adaptados e têm uma estética bem próxima das HQ: Sin City, baseado na obra gráfica homônia de Frank Miller, dirigido pelo próprio Miller e por Robert Rodriguez; e O Imortal, escrito e realizado por Enki Bilal.
Frank Miller também escreveu "300", HQ adaptada p/ o cinema com direção de Zack Snyder e no qual Miller também participa como produtor executivo. Faz semanas que assisti o filme "300", mas não tinha tido tempo de escrever a minha opinião. Agora, aí vai ela:
Nunca pensei que eu fosse escrever sobre um filme de guerra, mas assim que vi a estética eu sabia que teria que assistí-lo, porque o que eu supunha é bem real: não é simplesmente um "filme de guerra", embora a hemoglobina seja omnipresente, e mesmo tendo cenas duras e eu fechado várias vezes os olhos e me encolhido na poltrona, 300 permanece um filme que marca pela inovação e criatividade técnica.
Mas está generando debates apaixonados dos prós e contras.
Mas está generando debates apaixonados dos prós e contras.
Bom, o filme em si é inspirado em fatos históricos, a famosa "Batalha das Termópilas", ocorrida em 480 a.C., episódio também conhecido como "Os 300 de Esparta". O famoso episódio histórico do desfiladeiro das Termópilas embalou meus sonhos de adolescente, primeiro porque história é uma matéria que me interessa, tanto quanto estória, mas sobretudo pelas características da sociedade Espartana, pelo respeito q eles tinham pelas mulheres e pelas proezas de Leônidas, o "Filho do Leão". O "Filho do Leão" sempre me seduziu, tanto quanto Ricardo Coração de Leão, o filho de Alienor d'Aquitânia. A sedução vem em parte pelos feitos cantados em versos e prosas através dos séculos e o romantismo que a forca vibratoria de tais nomes insufla em ardor e fantasia. Sem mesmo se dar conta do fato, alguns amigos meus diriam, como já disseram, que o fato de admirar as caracterísitcias de um personagem masculino equivaleria à uma "necessidade de se ter um pênis". Face à este eco de Freud, eu respondo: "Mentira Mentira!" da mesma forma que Hamlet grita: "Shame Shame!". Pois eu sempre quiz ter tracos que eu admiro em muita gente e entre eles Leônidas, Ricardo Coração de Leão, Alienor d'Aquitânia, Cleópatra, Rainha de Sabá, e sobretudo Penthesilea, a célebre rainha das amazonas, depois q eu assisti uma peca de teatro escrita por Heinrich von Kleist, c textos de Marina Tsvétaeva, e maravilhosamente interpretada por Carmen Jolin, sobre os amores e dramas de Penthesilea e Aquiles.
A história
Em resumo, depois de ter ouvido e lido críticas vindas de pessoas q nunca tiveram a curiosidade de procurar pelas fontes históricas, eu resumo aqui um pouco do contexto do filme: em 499 a.C., o imperador Persa Dario sentindo-se numa posição de força envia os seus embaixadores às cidades da Grécia continental, a fim de submetê-las ao seu jugo, mas apenas a Macedónia e a Tessália se declararam vassalas da Pérsia. Inicia assim o conflito aberto entre Persas e Helenos, aonde Dario é derrotado. Xerxes, seu filho, subira ao trono em 485 a.C. com a mesma intenção de subjulgar a Grécia mas as cidades-cstados Gregas decidiram, em reação do perigo comum, pôr de lado as suas divergências tradicionais e formaram uma Liga, sob o comando de Leônidas, proclamando a reconciliação geral e declarando guerra à Pérsia (Leônidas era o chefe das tropas Espartanas, potência militar dominante na antiguidade e aonde homens e mulheres eram condicionados desde o nascimento à serem soldados profissionais). E foi desta reação geral de proteção que nasceu o que hoje conhecemos como a civilização ocidental.
Em resumo, depois de ter ouvido e lido críticas vindas de pessoas q nunca tiveram a curiosidade de procurar pelas fontes históricas, eu resumo aqui um pouco do contexto do filme: em 499 a.C., o imperador Persa Dario sentindo-se numa posição de força envia os seus embaixadores às cidades da Grécia continental, a fim de submetê-las ao seu jugo, mas apenas a Macedónia e a Tessália se declararam vassalas da Pérsia. Inicia assim o conflito aberto entre Persas e Helenos, aonde Dario é derrotado. Xerxes, seu filho, subira ao trono em 485 a.C. com a mesma intenção de subjulgar a Grécia mas as cidades-cstados Gregas decidiram, em reação do perigo comum, pôr de lado as suas divergências tradicionais e formaram uma Liga, sob o comando de Leônidas, proclamando a reconciliação geral e declarando guerra à Pérsia (Leônidas era o chefe das tropas Espartanas, potência militar dominante na antiguidade e aonde homens e mulheres eram condicionados desde o nascimento à serem soldados profissionais). E foi desta reação geral de proteção que nasceu o que hoje conhecemos como a civilização ocidental.
O filme
Tudo começa com a tentativa de invasão da Grécia por Xerxes, que se considerava um imortal. A época não era propícia p/ guerras pois os Espartanos estavam em pleno festival religioso de Carnéia, o que os impossibilitava de lutar. Além disso 480 a.C. foi ano de Olimpíadas, durante as quais se proclamava uma trégua sagrada e cessavam as hostilidades entre todos os inimigos na Grécia. Assim, a cidade de Esparta, guerreira por excelência, tomou a frente de um exército de 300 Espartanos e de outros homens de várias outras cidades gregas, o que deveriam contar com o máximo 6.000 homens, sendo que a grande maioria eram pastores e lavradores e não entendiam nada de guerras. Segundo a New Oxford American Dictionary, Leônidas tinha um exército de 6.000 homens (300 soldados espartanos que permaneceram até o fim), enquanto os Persas tinham um exército de 200.000 à 2 mihões de soldados.
Tudo começa com a tentativa de invasão da Grécia por Xerxes, que se considerava um imortal. A época não era propícia p/ guerras pois os Espartanos estavam em pleno festival religioso de Carnéia, o que os impossibilitava de lutar. Além disso 480 a.C. foi ano de Olimpíadas, durante as quais se proclamava uma trégua sagrada e cessavam as hostilidades entre todos os inimigos na Grécia. Assim, a cidade de Esparta, guerreira por excelência, tomou a frente de um exército de 300 Espartanos e de outros homens de várias outras cidades gregas, o que deveriam contar com o máximo 6.000 homens, sendo que a grande maioria eram pastores e lavradores e não entendiam nada de guerras. Segundo a New Oxford American Dictionary, Leônidas tinha um exército de 6.000 homens (300 soldados espartanos que permaneceram até o fim), enquanto os Persas tinham um exército de 200.000 à 2 mihões de soldados.
P/ os amantes de histórias em quadrinhos, esta ocasião é um prato cheio de delícias supremas em relação à renovacão e ousadia técnica e estética visual /sonora, porque o filme consegue realmente nos fazer submergir no mundo fantástico das Grafic Novels, permanecendo uma adaptação muito honesta da HQ e do recito histórico; sendo o único ítem fraco, a meu ver, o espaço dado à realidade espartana concernando as mulheres, mas que não é totalmente absente.
Esparta
Plutarco admirava as virtudes dos Espartanos, consagrando vários escritos sobre seus costumes: as crianças, meninos e meninas, depois dos setes anos eram educados pelo estado e condicionados às lutas, esportes e à uma vida frugal; desde a primeira menstruação, as meninas tinham uma vida sexual ativa e escolhiam seus amantes entre os escravos, casando-se geralmente aos vinte; só depois dos trinta anos é que os homens podiam se casar. Homens e mulheres praticavam juntos as lutas e esportes, nus ou as mulheres com uma pequena túnica aberta aos lados. As mulheres só usavam, o tempo todo, esta túnica, p/ total escândalo dos outros gregos; Ibycos de Rhégion as chamava de "aquelas que mostram as coxas" e o poeta Anacréon, quando se referia à elas usava um verbo, "dvri‹zein", no sentido de "se mostrar nua".
As Espartanas
Historicamente, eram guerreiras respeitadas não só pelo caráter bélico, pela capacidade estratégica como pela inteligência. Um recito de Plutarco diz que Gorgo, esposa de Leônidas e filha do rei Cléomène, aos 8 anos deu um conselho à seu pai de expulsar à pontapés um inimigo que queria comprar seus favores. E foi o que o rei do pai fez! Conselho de mulher era seguido à risca! Elas gozavam de uma liberdade pouco comum, permanecendo caso único no mundo antigo. Possívelmente, até hoje não exista nada comparado com a liberdade que as mulheres tiveram em Esparta, nem mesmo em nossas sociedades contemporâneas. Uma frase que ficou célebre na história é aquela de Géradas de Esparta, contada por Plutarco: “Não existe adultério em Esparta". A razão é que a noção de adultério era totalmente ignorada por eles porque as mulheres podiam ter filhos com qualquer cidadão livre, e mesmo com escravos em alguns casos, que as crianças seriam consideradas filhos do marido legítimo. Antes de casarem-se elas já tinham tido vários amantes e podiam mesmo ter filhos com estes homens pois filhos eram sempre bem-vindos socialmente. Plutarco, em "Vie de Lycurgue", conta que uma Ateniense perguntou à Gorgo: "Porque é que vcs Espartanas são as únicas mulheres à comandar os homens?. "Porque somos as únicas a dar nascimento à verdadeiros homens!", ela respondeu. Heródoto tbém conta que elas tinham suas opiniões respeitadas, pois tidas como muito inteligentes, e cita o seguinte: os gregos souberam do ataque persa graças à Gorgo, pois uma mensagem tinha sido enviada à eles, gravada numa tabuleta de madeira e coberta com cera p/ que o texto fosse escondido dos Persas. Quando a tábua chegou à Esparta, ninguém soube como ler a msg pois era muito difícil perceber que havia cera em cima dos textos, mas a rainha teve a idéia de raspá-la.
Historicamente, eram guerreiras respeitadas não só pelo caráter bélico, pela capacidade estratégica como pela inteligência. Um recito de Plutarco diz que Gorgo, esposa de Leônidas e filha do rei Cléomène, aos 8 anos deu um conselho à seu pai de expulsar à pontapés um inimigo que queria comprar seus favores. E foi o que o rei do pai fez! Conselho de mulher era seguido à risca! Elas gozavam de uma liberdade pouco comum, permanecendo caso único no mundo antigo. Possívelmente, até hoje não exista nada comparado com a liberdade que as mulheres tiveram em Esparta, nem mesmo em nossas sociedades contemporâneas. Uma frase que ficou célebre na história é aquela de Géradas de Esparta, contada por Plutarco: “Não existe adultério em Esparta". A razão é que a noção de adultério era totalmente ignorada por eles porque as mulheres podiam ter filhos com qualquer cidadão livre, e mesmo com escravos em alguns casos, que as crianças seriam consideradas filhos do marido legítimo. Antes de casarem-se elas já tinham tido vários amantes e podiam mesmo ter filhos com estes homens pois filhos eram sempre bem-vindos socialmente. Plutarco, em "Vie de Lycurgue", conta que uma Ateniense perguntou à Gorgo: "Porque é que vcs Espartanas são as únicas mulheres à comandar os homens?. "Porque somos as únicas a dar nascimento à verdadeiros homens!", ela respondeu. Heródoto tbém conta que elas tinham suas opiniões respeitadas, pois tidas como muito inteligentes, e cita o seguinte: os gregos souberam do ataque persa graças à Gorgo, pois uma mensagem tinha sido enviada à eles, gravada numa tabuleta de madeira e coberta com cera p/ que o texto fosse escondido dos Persas. Quando a tábua chegou à Esparta, ninguém soube como ler a msg pois era muito difícil perceber que havia cera em cima dos textos, mas a rainha teve a idéia de raspá-la.
Conclusão
Reconheço a violência omnipresente no filme, mas não é maior do q de outras obras cinematográficas, como Apoclipse Now, por exemplo. 300 tem grande valor estético e técnico. Confesso que a violência me gera um mal-estar, mas o mesmo se dá quando assisto vários seriados de TV e vários outros filmes excelentes e q tbém retratam esta violência. Mas não é por isso q deixo de reconheço o valor que o filme tem através de uma estética particularmente envolvente; como trabalho com novas tecnologias, admiro muito este tipo de arte por saber o que isso realmente implica.
Mas, enfim, o filme gerou uma quantidade enorme de críticas "Politicamente Corretas" e uma batalha de oponentes politicamente corretos à procura de um detalhe p/ as acusações mais insanas umas que as outras; esta mentalidade está destruindo o bom senso geral. Há pessoas reclamando que o rei Persa era afeminado e p eles é um insulto, outros acusando o filme de homoheróico, uns dizendo que o personagem de Xerxes foi caricaturado, outros reclamando que o filme é uma propaganda política de guerra, outros dizendo q o filme quer denegrir a imagem cultural do Irã, e ainda outros ouvem e fazem eco sem analisar, e alguns sem mesmo ter visto o filme!!!
Ora, ora, o filme retrata um episódio histórico ocorrido há séculos, ninguém inventou o roteiro p/ ferir a cultura Iraniana e aliás, o roteiro segue muito bem a História e foi escrito muito antes da guerra do Irã. Mas podem questionar: porque fazer um filme destes justamente agora qdo existe esta guerra? Certo, podem. Mas na minha opiniao, isso pode ou nao ter sido falta de bom senso, tanto quanto Charles Chaplin que fez o The Great Dictator em 1940, ridicularizou o nazismo e mesmo retratou personagens judeus ostensivos, mas foi considerado um ato de coragem.
Há alguns anos ninguém questionaria os filmes sobre a segunda guerra os acusando de denegrir a cultura alemã. Ou os filmes sobre a Guerra Fria como um ataque deliberado contra a cultura Russa. Assim, os alemães seriam vítimas dos filmes de guerra que poluíram nossas telas nos últimos 50 anos?! Charles Chaplin por ter feito entre outros o The Great Dictator, seria condenado pela critica por caricaturar um Hitler afeminado? Isso sem contar os militares do mundo inteiro que reclamariam do fato de um dirigente militar em uniforme ter sido descrito como ignorante e ridiculo!
Ora, ora, o filme retrata um episódio histórico ocorrido há séculos, ninguém inventou o roteiro p/ ferir a cultura Iraniana e aliás, o roteiro segue muito bem a História e foi escrito muito antes da guerra do Irã. Mas podem questionar: porque fazer um filme destes justamente agora qdo existe esta guerra? Certo, podem. Mas na minha opiniao, isso pode ou nao ter sido falta de bom senso, tanto quanto Charles Chaplin que fez o The Great Dictator em 1940, ridicularizou o nazismo e mesmo retratou personagens judeus ostensivos, mas foi considerado um ato de coragem.
Há alguns anos ninguém questionaria os filmes sobre a segunda guerra os acusando de denegrir a cultura alemã. Ou os filmes sobre a Guerra Fria como um ataque deliberado contra a cultura Russa. Assim, os alemães seriam vítimas dos filmes de guerra que poluíram nossas telas nos últimos 50 anos?! Charles Chaplin por ter feito entre outros o The Great Dictator, seria condenado pela critica por caricaturar um Hitler afeminado? Isso sem contar os militares do mundo inteiro que reclamariam do fato de um dirigente militar em uniforme ter sido descrito como ignorante e ridiculo!
300 retrata como o pragmatismo bélico foi a forma de sobrevivência numa sociedade antiga. Pode ser mesmo propaganda bélica, mas pode ser tbém um clamor p o bom senso. Exatamente como nas tribos Yanomamis do Brasil aonde a mãe tem o direito de matar, no nascimento, a criança que mostra algum defeito físico que impediria sua plena aceitação social. Isso eu não estou inventando, um amigo meu que viveu 10 anos no meio da tribo, na floresta, me contou este fato. Eu fiquei possuida de raiva, mas meu amigo me acordou: vc nao pode condenar eles la e vc aqui, é a cultura deles e é uma cultura ancestral. No nosso mundo contemporâneo, esse ato é completamente bárbaro, assim que para eles é bárbaro cortar arvores no meio da floresta qdo se precisa delas p se ter alimento, medicina, protecao. Mas assim como devemos olhar certos costumes de nossos antepassados como algo que se explica pela própria época em que se encontravam, devemos fazer prova de inteligência respeitando e compreendendo cada época e costume.
Na hora da critica pela critica, muitos grupos se transformam em algozes com o mesmo pensamento e atitudes de q eles sempre foram vítimas. Particularmente vejo nisso um grande perigo, sobretudo prq muitas das cabeças pensantes da atualidade procuram se acomodar num confortável estereótipo da vítima.
Na hora da critica pela critica, muitos grupos se transformam em algozes com o mesmo pensamento e atitudes de q eles sempre foram vítimas. Particularmente vejo nisso um grande perigo, sobretudo prq muitas das cabeças pensantes da atualidade procuram se acomodar num confortável estereótipo da vítima.
Heródoto foi quem primeiro apresentou o número dos guerreiros em meio à luta e embora encontremos divergências nos números dados através dos tempos, uma coisa é certa: a disparidade numérica que levou com que a batalha terminasse com uma aparente vitória Persa, mas hélas, conseguida unicamente devido à traição de Efialtes que revelou aos Persas um caminho secreto que conduzia à rectaguarda das Termópilas, possibilitando um ataque surpresa no meio da madrugada! Entretando, os gregos conseguiram inflingir um elevado número de baixas e retardar o avanço Persa, cumprindo o objetivo de Leônidas, o que enquadra esta batalha num exemplo de estratégia militar, pois eles desejavam ganhar alguns dias à mais enquanto o resto dos Estados Gregos organizavam a defesa. A vitória Grega foi conseguirada 2 meses depois, lançando assim as bases da democracia (?) e da futura civilização ocidental e eu tive um prazer imenso em ficar lá sentadinha absorvendo um filme que marca em matéria de técnica cinematográfica. Bravo!
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March 20, 2007
Video Katu numa sátira de Much Ado About Nothing
Much Ado About Nothing é uma comédia de Shakespeare, publicada pela primeira vez em 1600.
Clique aqui p/ assistir e rir com o video louco que a Katu fez com os amigos, no 3 ano.
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