October 08, 2006
September 11, 2006
Minha tia que faleceu semana passada aos 81 anos era a criança sentada na cadeira
December 08, 2005
Luiza Josephina da Cunha
Ma grand-mère maternelle, Milota, est la petite fille derrière son père, Antônio Rodrigues. Elle avait 4 ans dans la photo et était jumelle avec l’autre petite du coté gauche, Marieta. Mais, elle était plus mince que l'autre, un peu malade, un regard triste. Toutes les deux se sont mariées avec des cousins et en plus, des frères!
Elle, ma grande mère, s'appelait Claudemira Anivalda da Cunha, mais tout le monde l'appelait Milota. Et elle avait mes jambes croches, mes genoux en X. Ou plutôt, c'est moi qui a ses genoux!
Leur mère, mon arrière grande-mère Luiza, avait 35 ans lorsque mon arrière-grand père Antônio est décédé. Ils ont eu 8 enfants. Lui et la petite Donana -avec un parapluie- , seraient décédés de la grippe espagnole un peu après cette photo.
Le bébé, à côté de sa mère, est l'oncle "Zeca". Lorsque j’étais petite, il était le seul vivant des oncles maternels de ma mère. Je me souviens de sa silhouette immense, élancée, dégingandée et rouge (tellement blanc, qu’il était rouge tout le temps), avec son grand chapeau marchant sur les champs de canne à sucre. Il avait une charrette avec un cheval et je crois qu’il a été l’une des dernières personnes à encore utiliser ce moyen de transport.
Umbelina Josephina da Cunha

Umbelina était tellement belle, tellement fragile, e pourtant elle avait presque 100 ans dans cette photo! Très forte, la belle Umbelina! La photo est de décembre 1898. Elle l’a dédiée à son fils, mon grand-père, dans une calligraphie ornementée que remplissait de beauté les mots d’estime et respect: « À mon fils aimé, je dédie cette photo en signe d’amour et affection. »
Je me souviens que nous avons appris avec eux, les anciens, des belles formules de correspondance, en lisant les nombreuses lettres, surtout celles de ma grand-mère Milota, la petite fille de 4 ans de la photo en haut.
Et se terminaient généralement par… « Je vous souhait à vous mon aimé (aimée, adorée, etc.), et à votre famille, tous les bonheurs, en attendant de vous nouvelles. Avec mon respect, de votre …. ».
Mon grand-père, surtout, avait des beaux mots remplis de tendresse, surtout pour sa femme, e surtout à la naissance d’un nouvel enfant. Il la trouvait fragile et il l’aimait beaucoup, et il ne pouvait pas vivre sans elle. " Milota doit accoucher ces jours-ci... elle est tellement fragile, j'ai peur... "
La belle Umbelina s'est aussi mariée à l’un de ses cousins. Ses enfants aussi se sont mariés, la plupart, avec des cousins. Alors, la famille est restée avec les noms « da Cunha », « de Oliveira », « Rodrigues », « de Mello », « de Paula ».
September 23, 2005
Tableau de famille
Dévidement encadrée dans du bois finement sculpté, la photo a été placé dans le salon à diner de la maison, maison que n’existe plus, que a été détruite, obligeant tous ses fantômes à fuir les murs pour s’en aller vers un autre endroit où je ne peux plus accéder à leurs souvenirs. Ils sont irrémédiablement perdus!
Enfant, j'ai appris que le couple de la photo et les autres images dans le salon faisaient partie de moi-même. Mais étaient si distants, et imposantes par le seul respect que chaque membre de la famille leur dédiait en pénétrant dans l’enceinte, que le fait d’y être seule avec eux était comme être entouré de spectres. Ainsi, je les adressais un respect téméraire.
Cette grande photo, je la garde jalousement avec moi à Montréal. Le tableau commandé en 1900 par mon arrière grand-père a été réalisé à partir de trois photos de 1860. Dans le verso, plusiers inscriptions en dessous de "Photo du Colonel Antônio Carlos de Oliveira", informaient les dates des changements de proprietaire. Le tableau m’a été offert en 2004, mais je n’ai pas remarqué tout suite qu'il avait changé de propriétaire de 20 en 20 ans exactement!
Obs. : Le terme Colonel était plutôt un terme honorifique au Brésil Imperial, suivant la logique féodale européenne; donné aux seigneurs des moulins et propriétaires qui commandaient avec main de fer, ayant une certaine quantité d’hommes fidèles à leur service. Il est néanmoins faux de croire qu’ils étaient des hommes rudes ou violents, mais c’était malhereusement une société entièrement patriarcale et paternaliste.
Album photos
September 22, 2005
De como santo Antônio apareceu em Olaria, MG
"[...] o desaparecimento de um escravo chamado Isidoro, da Fazenda Passa Tempo, de propriedade do Coronel da Guarda Nacional João Caetano Rodrigues. Tal escravo era bem quisto na fazenda e a esposa do coronel Rodrigues, Sinhá Umbelina Josephina da Cunha, fez inúmeras orações para seu santo de devoção, pedindo a volta do escravo. Ela rezava terços pedindo a intercessão de Santo Antônio. Até que certo dia o escravo reapareceu e lhe contou uma história que lhe causou espanto e, logo foi transformada em 'milagre' pelo povo da região. A história é a seguinte: Perdido pela mata virgem, o escravo Isidoro vagou dias seguidos, comendo o que encontrava na floresta até que lhe aparecesse um homem misterioso, trajando veste escura e cordão amarrado à cintura. O homem lhe falou de Deus e, também, lhe mostrou o caminho para a casa de seus senhores.
[...] A história foi considerada como uma aparição de Santo Antônio, que passa a ser o novo padroeiro do povoado, além de ser motivo para sua nova denominação : Santo Antônio da Olaria. Anos mais tarde, Sinhá Umbelina fez promessa de mandar construir uma capela em homenagem ao Santo. A promessa foi cumprida e em 1872, de 16 a 19 de julho aconteceram as festividades de benzedura e inauguração da capela, que devido ao porte do povoado foi elevado à condição de Matriz.
[...] os progressos sofridos pela localidade no período de 1850 a 1920, foram graças, principalmente aos esforços dos coronéis João Caetano Rodrigues e Procópio Theolino de Paula. O primeiro agraciado com o título de fundador do Distrito e paróquia de Santo Antônio de Olaria. [...]"
Acrescentei esta história na Wikipédia, a enciclopédia livre, aonde é questão de Olaria, Minas Gerais. Tenho em minhas mãos o caderno no qual se encontra a história, cedido à mim por Adail de Oliveira em janeiro de 2004.
Donana
-Como te chama, menina?
-Anolinta, respondia ela sem saber que era Anna Olaya. De onde veio o Olinta, só Deus sabe depois.
Os irmãos de Elóy, por exemplo, chamavam-se Luiza Jocelina (ou Josephina) da Cunha, João Caetano de Paula e Procópio Theolino de Paula. O Cunha vinha de longe também, la de Portugal e da historia do Castelo de Arnóia, e estava intimamente ligado aos Braga. A esposa de Francisco Rodrigues da Cunha, neta como ele da matrona Bernardina Caetana, era chamada em diferentes documentos de Anna Helena, Anna Olinta Olóia, Anna Olina de São José. O nome Oloia, que devia ser em realidade Olaya como a santa das Astúrias tida em alta estima naquele tempo, era nome já repetido na família - em Anna Olaya, filha de Bernardina Caetana falecida criança -. Catolicos fervorosos, se orgulhavam de terem gerações de religiosos na família.
Em todo caso, fora esta mistura de sobrenomes que são muitos e amaranhados, o que sei de Donana é pouco e esse pouco se deixa desvendar continuamente através das histórias de Dona Júlia, negra forte que revejo em memória sempre na cozinha da casa de minha avó, perto do fogo e com o ferro antigo e grande de passar roupas na mão. Pois a história de Dona Júlia era parte da história da casa grande, estando ela na família à muito tempo, vindas suas raizes lá dos tempos dos escravos, tempos de maldades, assombros e fantasmas. Era pois era nesse meio que comandava Donana, filha do Coronel Oliveira e de Sinhá Ignácia Cassiana.
Assim, Anna Cândida casou-se com Elóy, que era filho de sua tia Dª Umbelina, a bela Umbelina. Dos filhos de Anna Cândida dois casariam-se com suas primas-irmãs, filhas elas da irmã de Elóy, Luiza Josephina; um deles foi meu avô Antônio, casado com Milota.
Muitas vertentes correram lado à lado na história das mulheres da família, parece mesmo que muitas tinham todas as bondades e maldades do mundo em si. Família cheia de Donanas, esta aqui faria parte das mulheres fortes, como sua prima-cunhada Dª Luiza Josephina da Cunha. Donana tinha o rosto forte, decidido e muita inteligencia. Dotada de uma sensibilidade excepcional, praticava uma medicina à base de ervas e conhecia muita coisa sobre o mundo do além, dialogando e resolvendo os problemas de mortos e vivos; suas fotos deixam transparecer um rosto decidido, mesmo duro, quase de concreto, uma força moral absoluta. Não sei se vem dela ou antes dela essa característica que uma boa parte da família têm de olhar o mundo espiritual como se não houvesse algum limite, sem sonhos idílicos, com uma grande força moral. Seu filho, Jesus de Oliveira, tinha os mesmos traços de uma moral íntegra e exigente. Já João era poeta.
Um dia, nos tempos findos de 1876, o pai de Donana recebeu na Fazenda Rio do Peixe uma carta vinda de um primo seu, o coronel João Caetano Rodrigues, filho de Felício Rodrigues de Paula. A carta dizia que muito lhe agradaria de casar um de seus filhos à uma das filhas do Coronel Antonio. Ouvindo a leitura em alta voz que seu pai fazia à sua mãe, a pequena Donana que se encontrava em outra sala brincando debaixo de uma mesa, se colocou na frente dos pais e disse firmemente: "Sou eu que irei me casar com o primo! "Quatorze anos depois, Elóy ainda moço viria ao Rio do Peixe para conhecer os tios e para surpresa geral apaixonou-se por Anna que correspondeu, casando-se algum tempo depois, concretizando a premonição.
O fim da vida de Donana foi no Sítio Califórnia, perto de Olaria em Minas Gerais; sítio que tinha a sua sede num velho casarão cheio de cômodos e que diziam assombrado: passos invisíveis subiam as escadas, sombras andavam nos corredores, barulhos de correntes nos muros, cães fantasmas se evaporavam nas porteiras, vultos gigantescos cruzavam os jardins. Foi assim minha infância. Todos os fantasmas dos tempos de Anna permaneciam ainda na minha memória, mesmo se eu nunca cruzei o seu olhar. Dona Júlia se encarregava de fazê-lo quando me deixou esta cicatriz na alma cheia de estórias grudadas e contadas à luz do fogão de lenha da cozinha de minha avó.
E assim, eles, fantasmas silenciosos pedintes de atenção e emoção, deixavam coisas, fatos, duvidas... Imediatamente após o casamento de meus avós, uma força estranha instalou-se na casa. Meu avo, 25 anos de vida, cheio de ânsias e paixão, não conseguia portanto se aproximar de minha avó. Ao contar à sua mãe Donana as coisas estranhas que ocorriam, ela lhe revelaria a razão depois de ter-se reunido com seus amigos invisíveis : uma mulher, pertencente à uma vida passada de meu avô tinha jurado que ele não teria outra esposa nem mesmo em outra vida. Assim, depois de conversar com o espírito da mulher, Anna conseguiu um pouco de paz para seu filho, mas, segundo os olhares alarmantes e as frases ditas em sussurros, esse espírito de mulher plainou muito tempo na família e até mesmo durante minha adolescência ela aparecia aqui e là, suas formas ficando de mais em mais cadavéricas. Até que eu cresci, fui para longe e as asas do pássaro da noite desceram sobre a minha memória, esqueci de todos estes fantasmas guardados nos álbuns de meu bisavô e dos rostos daquelas crianças mortas, coisa lúgubre e triste, lembrança teimosa que é nada mais que continuação do sofrimento e de sua exaltação em imagens, assim como o Cristo na cruz.
Olhando as fotos e ouvindo as histórias, parece-me uma constante o fato de que Donana era ciente do seu valor. Dignidade explícita mas silenciosa, profunda, sem alardes nem seduções. Imagino que ela se fazia respeitar pela sua própria presença. Quem saberá um dia o que foi a vida de Donana? Só o silêncio de suas fotos deixam transparecer essa dignidade tão furiosa.
Seus filhos foram: José Delpídio de Oliveira, Maria Jocelina (falecida quando criança), Umbelina da Cunha, Antonio Carlos Rodrigues de Oliveira, meu avô, Jesus de Oliveira Rodrigues, João Caetano de Paula Rodrigues, Maria Josephina e Maria Umbelina (falecidas quando criança), Inácia da Cunha Braga, Carmelita da Cunha, Laura da Cunha Braga.
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September 21, 2005
Interessante história de um quadro de família
O quadro ficava na sala de jantar da casa de minha avó Milota, casa que não existe mais, que foi destruída, obrigando todos os fantasmas a abandonarem suas paredes e se isolarem em um lugar aonde não posso mais aceder à suas lembranças. Eles foram para sempre perdidos!
Quando criança, eu sabia que o casal da foto eram pessoas longínquas, tão longínquas e imponentes que estar na sala sózinha com esta e as outras fotos penduradas no muro era estar cercada de fantasmas. Assim, eu lhes adressava um respeito temeroso.
As duas fotos do casal que eu coloquei nesta página são detalhes do quadro que é por sua vez uma colagem aonde consta também a fazenda Rio do Peixe, uma das propriedades da família. É este o quadro original que guardo comigo em Montreal. Ele foi feito à partir de duas fotos originais do casal, tiradas separadamente, de 1860, e que são parte integrante do álbum de Elóy que está em minha possessão. A terceira imagem, que retrata a fazenda, também está no álbum.
Segundo as lembranças do jornalista Adail de Oliveira, primo de minha mãe, e que remotam à sua infância, o quadro ficava numa das salas do Sítio Califórnia, em Juiz de Fora, de propriedade de meu bisavô Elóy. Este quadro foi-me ofertado por meu tio-padrinho, José Carlos de Oliveira, em janeiro de 2004, quando eu passei de surpresa para visitá-lo em Três Rios.
Consta uma anotação no verso do quadro que diz o seguinte: "Foto do Coronel Antônio Carlos de Oliveira".
Um dos netos do Coronel Antônio Carlos de Oliveira era meu avô, Antônio Carlos Rodrigues de Oliveira, que também deixou a seguinte anotação atrás do quadro : "Recebi este quadro em lembrança de meus avós maternos, e o mesmo foi-me oferecido por Ignacia e Laura em 13 de outubro de 1964. "
Ignácia e Laura eram suas irmãs, filhas de Elóy e Anna.
Abaixo da anotação de meu avô, existe uma outra anotação: "Em 11 de agosto de 1984, o mesmo foi doado à José Carlos de Oliveira, filho de Antônio Carlos Rodrigues de Oliveira."
As fotos do casal datam da época do casamento, 1862. As da fazenda, de 1872. Recebi o quadro em 1 de janeiro de 2004. Chegando em Montreal, percebi, ao lendo as anotações do verso, que o quadro mudou de proprietário de 20 em 20 anos exatamente: 1964, 1984, 2004!
No verso também está escrito que o qudro foi roubado e vendido mas que Billo e Ignácia conseguiram reavê-lo. Quem roubou? Quem é Billo?
Les belles images - Art Memory - a foto mais antiga do álbum
A foto está com data de 1820, que foi certamente acrescentada depois estando a tinta bem mais forte. A pessoa se enganou na data. Vi uma foto muito parecida no álbum de Adail de Oliveira, datada de 1840. Não posso dizer se é a mesma foto, mas parece a mesma pessoa, roupas e poses bem parecidas, e tão antiga quanto esta. Com toda certeza foi datada muito tempo depois. A escritura não é esferográfica, parece pluma. Não tem assinatura do ateliê fotográfico, nada escrito. Está colada no álbum, não quero tocá-la para não deteriorar ainda mais. É a imagem mais antiga de um dos meus antepassados. Segundo informações de Adail de Oliveira, é Antônia T. de São José, mãe de Antônio Carlos de Oliveira."Álbum de Photografias de Elóy Praxedes de Braga" (segundo a grafia antiga)
Estou trabalhando no "Álbum de Photografias de Elóy Praxedes de Braga", um site web aonde colocarei à disposição da família e das pessoas interessadas em imagens e memória, algumas das fotos de um dos sete álbuns de fotografias deixado por meu bisavô.
Elóy Praxedes de Braga e Anna Cândida da Cunha, meus bisavós maternos, deixaram um acervo de fotografias datando dos primórdios do advento desta arte no Brasil e se alastrando por mais de 100 anos; registros fotográficos tirados entre 1840 e 1940, fornecendo para as gerações futuras um farto arquivo visual da época.
As fotografias disponíveis não são mais que uma ínfima parte de um dos álbuns de Elóy, o qual me foi ofertado por Nilda de Oliveira, minha tia materna. Sendo trabalho longo a arquivagem e documentação (procura de dados genealógicos que acompanha as mesmas) de tais fotografias, obrigatoriamente o projeto terá que ser desenvolvido aos poucos.
As fotos se inserem num conjunto de produções imagéticas do século XIX, o qual faz surface à partir de 1860 com o surgimento de um grande número de ateliês fotográficos em várias cidades do país, sobretudo no Vale do Paraíba.
Recapitulando um pouco da história da fotografia, sabemos que em 1839 o daguerreótipo é reconhecido como o primeiro registro fotográfico, porém em cópia única, chegando ao Brasil em 1840, apenas poucos meses depois de sua difusão na Europa. A fotografia chega ao país simultaneamente ao seu lançamento na França. Com o advento da era ferroviária e o fácil acesso entre São Paulo e Rio de Janeiro, os costumes se difundem com maior facilidade e, graças à grande expansão cafeeira, vários estúdios de fotografias vêem o dia.
As fotografias do álbum retratam a história da família do casal, que eram primos e pertencentes às famílias "da Cunha" "de Oliveira", "Rodrigues", "de Paula", "de Braga", "Mello", oriundos da Zona da Mata Mineira e Sertão da Mantiqueira (Juiz de Fora, Barbacena, Conceição de Ibitipoca, Santa Rita de Ibitipoca, Lima Duarte, São João Del Rei).









