Writing, Flying and Huevos Revueltos
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June 24, 2008

Os Outros Nostradamus: excelente documentário sobre Edgar Cayce

(assunto relacionado com este post, aqui).
Decoding the Past é uma série de documentários apresentados pelo History Channel, cuja intenção é decodificar o passado da história humana, levando em consideração os aspectos inusitados e misteriosos vivenciados através dos séculos. Um destes documentários, entitulado The Others Nostradamus, fala sobretudo sobre Edgar Cayce (1877 -1945), que era chamado pela mídia norte-americana de 'O Profeta Adormecido'; ele não só predizia eventos futuros e prescrevia medicamentos em estado de transe, como racontava o passado e fatos que a História descobriria. Isso tudo com os olhos fechados, relaxado sobre um divã. Deixou 14 mil arquivos sobre suas visões. Mesmo para científicos estes arquivos são um mistério pois através dos anos ele nunca se contradisse. Entre outras coisas, ele prediu claramente as duas grandes guerras, o fim do comunismo na Rússia, a morte de J. Kennedy, deu detalhes sobre várias descobertas que seriam feitas como os manuscritos do Mar Morto.
Muitos desenhos de máquinas, feitos por Cayce em transe, são usados hoje em dia em grandes hospitais e aeroportos através do mundo.
De uma família pobre e simples, profundamente religioso, ele teve muita dificuldade de aceitar seus dons pois vi isso com desconfiança. Mas sua personalidade mudava radicalmente qdo ele dormia e neste estado podia responder mesmo perguntas complexas sobre física, medicina, economia, política, enfim, ciências em geral. Nunca cobrou por suas predições e foi consultado por homens poderosos como Nelson Rockfeller e outras grandes personalidades em evidência no seu tempo. Thomas Edison and foi uma das pessoas que procuraram Cayce para esclarecimentos sobre física, assim como engenheiros da RCA, IBM, Delco, e o presidente e fundador da Goodyear Pneus. O inventor Mitchell Hastings creditou à Caycea a ajuda para desenvolver a radio FM . O fundador da NBC , David Sarnoff e sua família tinham relações com Cayce.
Entre as predições de Cayce : a previsão do início e do fim das Guerras Mundiais, o surgimento do Nazismo, os conflitos raciais dos EUA desde o início dos anos 20, as datas dos falecimentos de dois dos Presidentes dos EUA em sua época, a extinção da Liga da Nações (organização que antecedeu a ONU em seus princípios e objetivos), a Grande Depressão Econômica (1929-1934) dos EUA, o fim do comunismo na Rússia e o surgimento da China como grande potência econômica e cultural. Na área da saúde, teria predito o aparecimento de doenças modernas, como stress, tensão arterial alterada e o aumento de doenças cardíacas.

Ele recebeu para leituras: Irving Berlin, George Gershwin, Gloria Swanson, a mãe de Ernest Hemingway sobre a carreira deste, Marilyn Monroe, o milionário Nelson Rockefeller, Carl Laemmle da Universal Studios, Harry Goetz da Paramount Pictures, o realizador de filmes Thomas Ince que recebeu de Cayce em transe, detalhes sobre filmagens.



Os numeros aqui embaixo contém links p as partes do video:
5

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June 02, 2008

Sex is back!

Esqueci de comentar aqui… esqueci não, o renascimento do blog tá tão recente, que não deu tempo mesmo : numa emissão aonde enfrentam-se os melhores da dança Americana, na quinta–feira passada eu assisti mais uma vez a volta do SEX em “So You Think You Can Dance”. A emissão tem o melhor como o pior, o interessante sendo que lado à lado estão obscuros autodidatas como profissionais, mas tanto num campo como no outro podemos ver os melhores como os piores exemplos do que é a dança. Hoje, domingo, repetiram os melhores momentos; muitos voltando para uma nova audição, depois de terem se aperfeiçoado (ou pensado que se aperfeiçoaram). Existe um processo rigoroso aonde todos têm que provar suas capacidades em solo, em grupo, em diferentes estilos de dança, diferentes coreografias e diferentes parceiros de dança.

Os piores dançarinos chegam à comover a platéia em histerismo coletivo de gargalhadas, mas existe um em especial por quem eu tenho uma grande admiração pela sua vontade de ferro, coisa que muita gente com talento não tem. Auto-confiança inebranlável, desajeitado e sem talento, ele se auto-denomina "Sex", embora falte-lhe o mínimo sexy appeal. De seu verdadeiro nome, David Kenneth Soller, tem 33 anos e sua maior admiradora é a mãe, que o acompanha nas audições; os dois, mãe e filho, defendem, num inglês rigoroso e inteligente, o direito de Sex de ser um dançarino, mesmo se um dos jurados grita-lhe literalmente que ele « não será dançarino nunca neste planeta ». Defendendo-se à altura, ao menos em palavras, olhos perturbados mas confiantes, ele não desiste, e não adianta o juri afirmar que ele não é bom ou que não é sexy («Vc não é sexy coisa nenhuma, vc é duro e frio!», diz o jurado sem paciência). Sex responde sério que todos seus amigos acreditam que ele seja realmente sexy.

Semana passada ele voltou. Com um fã clube imenso, seus videos estão invadindo a web, sobretudo no YouTube. Na primeira estação pensei que ele fosse um ator, só que com o tempo fui vendo que é real; a ajuda de um banho de loja e uma investida em cabelereiros traria uma beleza escondida atrás de um teatro que não é realmente um, pois justamente, todos admiram Sex por ele ser honestamente o que aparenta ser : belo sorriso, cabelos longos, calções larguíssimos que chegam quase até seus joelhos, tênis e meias longas, desajeitado e totalmente incapaz de dançar, ele permanece com uma boa dose de auto-afirmação; infelizmente, falta-lhe o essencial.


Assistam os videos no YouTube que vcs verão as diferentes etapas de Sex: 
http://www.youtube.com/watch?v=1-oJzOWmxh0
http://www.youtube.com/watch?v=gU-cQF8E48Y&watch_response
http://www.youtube.com/watch?v=rJa9YEjT86s&feature=related

June 01, 2008

Doing Time, Doing Vipassana

O documentário “Tempo de espera, tempo de Vipassana” (Índia/Israel, 50 min) recebeu vários prêmios através do mundo; relata experiência ocorrida em diversas prisões da Índia com a aplicação da técnica de meditação Vipassana, a técnica utilisada por Buda há 2.500 anos. O filme mostra como a prática da meditação silenciosa e da auto-observação das sensações do corpo pode auxiliar na compreensão de si mesmo e da realidade ao seu redor. Criminosos que antes eram extremamente perigosos tiveram suasvidas transformadas depois do curso de Vipassana.

Na youtube existe a versão em inglês do filme, em 5 partes:

http://www.youtube.com/results?search_query=%22Doing+time%2C+doing+vipassana%22+&search_type=



The award winning "Doing Time, Doing Vipassana" is a 50 minute documentary about the introduction of Meditation program in a violently corrupt Tihar prison in New Delhi.
After course in Vipassana, violent criminals were said to have been miraculously and drastically transformed.

http://www.youtube.com/results?search_query=%22Doing+time%2C+doing+vipassana%22+&search_type=

August 14, 2007

Disney World - Magic Kingdon

Um dos lugares mais visitados, o 'covil' dos piratas do Caribe. A Katu é q iria gostar pois ela adora o captain Jack Sparrow e o Will Turner.



É nesse barco aí q a gente chega na ilha do Magic Kingdon. Ou então pega um trem.









Dá p acreditar?












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Vídeos:


Passeio de barco na floresta (1)
Foi um passeio genial! A risada q vcs ouvem o tempo todo é principalmente do marido da dona aqui, que ria mais q todo mundo (eheheh); e o animador q ficava fazendo piadinhas (o cara era um verdadeiro ator, e bonitinho; deve estar esperando uma oportunidade p descobrirem os seus talentos). Tem uma hora em q o barco entra numa caverna e tudo fica escuro... Bom, o problema é da câmera q não filma aonde não tem luz suficiente. De verdade, o local era lindo, cheio de estátuas de budas em ouro, tesouros, animais escondidos, etc; lindíssimo! Mas vcs só vêm o negror... Em todo caso, olhem em volta do barco! Vai aparecendo uma porção de animais, guerreiros, etc.
Adorei o passeio e no final pedi ao menino p repetir a dose! Ele ficou admirado e me disse q eu fui a primeira pessoa a pedir p refazer o passeio de barco! (acho q eu fui a única que teve coragem de fazer isso prq tivemos q ficar 40 minutos na fila antes de entrar no barco a primeira vez. Quer dizer, ninguém tinha coragem de pedir, nós tivemos esta cara de pau!).



Passeio de barco na floresta (2)



A casa dos Robinson Suissos.
O maridão ficou q nem criança em cima desta árvore gigante! Me repetia mais de mil vezes: olhe a água! olhe como eles fizeram isso bem feito, olhe q inteligência destes náufragos! Olhe como é engenhoso o mecanismo q inventaram p ter água potável! olhe.... olhe.... Não parava de me repetir isso. Parecia um menino! Mas a casa deles é genial mesmo. Vou ter um jardim desses na minha casa! No final a gente dá um beijinho p a câmera, q nem bobinhos...



O desfile na rua, bem tradicional meessssmo... mas no final, aparece a nossa cara... rapinho

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Conselho:
Facílimo ir visitar a Disney e a Universal Studios, MGM. Se quizer ir na Disney, é melhor ir no mês de setembro. Tire as crianças da aula por uns 2 dias e emende com um fim de semana. Três dias é suficiente, prq mais q isso cansa. Ou aproveite um feriado p fazer a viagem; o problema é q uma porção de canadenses vão ter a mesma idéia q vc! Em todo caso, é melhor do q ir qdo o mundo inteiro tem a mesma idéia do q vc! NUNCA vá nas férias de julho/agosto!!! É lotado e vc tem que ficar muito tempo em cada fila, mesmo com entrada especial (aquela mais rápida), prq tbém tem fila p pegar bilhete até na entrada mais rápido... hehehe não é piada não).
Tbém é uma péssima idéia ir no final do ano prq o mundo inteiro tem a mesma idéia q vc!!
Fiquem de preferência num resort da Disney mesmo, prq é tudo pertinho.

Agora, p criança até 8 anos (q nem nós) a Disney é genial. Mais velha do q isso, ao menos o Magic Kingdon, eu não sei não... acho
é melhor ir na Universal! Mas, cá p nós, quem passou a infância com o Mickey, Minie, Pateta, Donald e toda aquela pataiada, sem esquecer do tio Patinhas e o resto da turma, tem q ir na Disney mesmo, né?



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August 13, 2007

Vídeo: "Rumi", coreografia de Maurice Bejart





Uma coreografia de Maurice Bejart,"Rumi", com música de Kudsi Erguner , um dos grandes nomes da música sufi.

Links: Restaurante Rumi em Montreal.

August 08, 2007

Hotel Portofino, Orlando, Flórida













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July 25, 2007

Vídeos Reggae (Montreal Jazz Fest)

Oi gente, como prometido, aí estão algumas imagens-vídeo feitas com a minha digníssima câmera fotográfica, aonde não posso fazer nem zoom e nem controlar a luz, e nem fazer nada, só ficar filmando... enfim a coisa é rústica mesmo, treme sim. Mas o som me deixou surpresa. Podem conferir.



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Eu ri até chorar....

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July 20, 2007

A Place Royale, aonde começou Québec em 1608!












July 18, 2007

Tico-Tico no Fubá, em francês



Videos
Se vc vier aqui, vai encontrar vários videos deste blog no youtube. E se vc vier aqui, vai encontrar diversos videos que fiz em Quebec, inclusive uma cantora cantando Tico-Tico No Fubá em francês.

Gente, eu não sei o nome desta cantora. Estávamos andando pelas ruas de Québec qdo ouvimos esta voz divina e fomos correndo procurar por ela! Foi um espetáculo e tanto, da cantora e dos músicos, vcs podem conferir a qualidade musical do show. Muito bom meeesssmo! E o povo todo dançando, a criançada em volta de mim tbém, com as mães e pais, uma alegria só. É disso q eu gosto deste povo daqui. Qdo tem um espetáculo na rua, todo mundo sai p dançar com os filhos... é tão bonito. Tem um video q eu captei imagens de uma menininha q me lembrava a Ingrid, filha da Bhumi, qdo ela tinha 5 anos (hoje ela tem 17, né?). Fiquei emocionada; me lembrei da gente dançando na Lagoa do Abaeté, em Salvador.

Aí nos vídeos, esta mulher q canta com vários timbres e q de vez em qdo me lembra a Virgínia Rodrigues (um pouquinho...) está, por exemplo, cantando Tico-Tico no Fubá, e outras músicas brasileiras (algumas tbém em espanhol), e cantando uma mistura de português com forte sotaque francês. A mulher tem muita presença, além de ser de uma simpatia de dar inveja. Nisso tudo, eu fico tão orguhosa da minha câmera! Ela é tão boa essa câmera fotográfica q fico com vontade de beijá-la! Pode um negócio desses, uma câmera fotográfica gravar até música com esta qualidade?! Não é um arraso, minha gente? E olhem bem, cliquem nas fotos só p/ verem os detalhes das imagens q ela capta. É um assombro...

Só um detalhe: observem nos vídeos algumas pessoas sentadas e andando atrás do palco, na parte de cima. Estão vendo? Elas estão em cima da muralha que encercla toda a cidade! Cliquem na primeira foto e vejam-na em tamanho maior; observem as muralhas em pedras. Pois Québec era uma vila fortificada por causa dos ataques vindos do alto-mar, ataques de piratas, na maioria dos casos. De verdade, Québec era uma cidade de piratas, corsários e mercenários. Muitos navios afundaram-se às suas margens; eles navegaram nas águas do rio Saint-Laurent de 1690 até 1814. Outro fato interessante é que o atual diretor do Muséu Naval de Québec, aonde a gente aprende todas estas histórias de pirataria, é André Kirouac, da família de Jack Kerouac, o escritor da Beat Generation!!

"Vida passada" em Québec. Será mesmo?!

Eu vou contar uma história curiosa p vocês. Isso aconteceu entre 1980/85 em Salvador, no Brasil. Eu conhecia um grupo de terapeutas q trabalhavam com Regressões de Vidas Passadas. Eu sempre fui curiosa, mas totalmente destituída de espírito religioso ou místico, embora sempre tenha me interessado pela espiritualidade, mas numa base bem conforme a doutrina de Buda, quer dizer, eu só acredito no que eu e meu corpo podemos experimentar como sendo verdadeiro! Eu duvido de tudo e desconheço a fé, só a experiência direta contribui p esclarecer os fatos. Mas eu sou uma pessoa aberta à novas experiências e q procura entender todos os pontos de vistas.

Bem. Aí eu conheci este grupo de pessoas e havia entre eles artistas, médicos, pesquisadores, psicólogos e enfim, uma fauna de gente ousada, aventureira, corajosa e curiosa; um grupo de pessoas q eu respeitava por detrás de várias experiências q eles aprofundavam, notamente em relação aos trabalhos relacionados com Biodança, Grito Primal, Meditação Dinâmica, as teorias e práticas de Wilhelm Reich, de Gurdjieff, de Carl Jung , etc. Não haviam místicos e nem religiosos; ao menos nos q estavam em contaco direto comigo, muito embora uma fauna grande vinha de diferentes horizontes, muitas vezes opostos na teoria mas na prática éramos abertos, curiosos e sedentos de Conhecimento. Foi antes de tdo uma época sensacional! Em resumo, com uma grande sede de conhecimentos e de liberdade, eu me infiltrava em todos os meios aonde respostas possíveis poderiam afluir, pela ânsia q eu tinha de SABER. Eu frequentava, nas noites ternas de Salvador, grupos de capoeira angola no Largo do Carmo, dança afro no Teatro Castro Alves, e nos Barris as reuniões dos grupos de Helena Blavatsky.

Neste meio tempo, conheci um menino q não me recordo o nome agora e q, se não me engano, vinha do Paraná. O q ele era além de ser uma espécie de terapeuta ou médium? Não me lembro mais. O fato é q eu me encontrava com ele regularmente e em algumas destas vezes, ele nos contou, à mim e a um de meus namorados da época, q nós tínhamos tido 4 vidas passadas juntos e em cada uma delas nós tínhamos uma relação com o mar e com navios. Em 3 delas, fomos casados. Não me recordo agora quem era homem ou mulher, mas em 3 destas vidas, segundo este rapaz, o meu namorado da época tinha sido pirata e em uma, ele tinha sido oficial da marinha inglesa. Em todas as 4 ocasiões, a relação tinha acabado mal, ele morrendo por minha causa ou desiludido por uma traição q eu cometi, se alinhando p/ morrer.

O interessante, embora eu nunca tenha reconhecido p/ mim mesma q acredito ou deixo de acreditar na história, é q eu já tinha feito algumas sessões de terapia de vidas passadas. Nas imagens q eu vi, e q o rapaz não sabia nada prq eu não contei, eu me via numa espécie de rua, aonde tinha muito movimento e canhões, pequenos canhões, muita fumaça, muito barulho, gente correndo por tudo quanto é lado, som de cavalos. Numa imagem, eu estava cambaleando no meio da rua com um bebê nos braços qdo eu ouvi um barulho e caí no chão; na imagem seguinte, eu me vejo com um pano claro na cabeça sujo de sangue, mas o bebê não está nos meus braços e eu estou desesperada procurando por ele. Qdo procuro por uma informação na visão, eu vejo uma placa em algum lugar, com um nome, imagino, nome de rua, não tenho certeza; só que agora eu não me recordo exatamente, mas penso q o nome era Saint Louis... sei q era "saint" alguma coisa, mas presentemente eu já esqueci. Enfim, sei q era francês, embora na época eu não tivesse alguma ligação com a l'ngua francesa e nem curiosidade.

Mas o mais interessante é q eu ficarei sabendo só algum tempo depois, é q o meu namorado, com quem eu começava a relação nesta época, já tinha feito uma terapia de vidas passadas na qual ele se viu morrendo num navio, e com uma espada nas costas, na região dos rins; ora, nesta época, ele começou à ter cólicas de rins e teve que ir 2 ou 3 vezes em urgência p/ o hospital com dores terríveis nos rins. As dores só pararam depois q um pretenso guia espiritual retirou a espada que, segundo ele, ainda estava fincava no corpo astral.
Pouco tempo depois nós nos conheceríamos! E agora, qdo eu vejo as fotos dos canhões da cidade de Québec, eu penso: parece o lugar q eu vi nas imagens!

Imagem do Château Frontenac visto do Rio Saint Laurent, durante o inverno (o branco nas águas é gelo mesmo!).

Foi Samuel de Champlain quem fundou Québec, conhecida como La Nouvelle France (A Nova França). Antes dele, o explorador Jacques Cartier tinha construído um Forte no local, em 1535. A cidade foi capturada pelos Ingleses em 1759, até 1763. Houveram importantes batalhas entre Franceses e Ingleses no local hoje conhecido como Les Plaines d'Abraham.

Para quem entende o francês ou o inglês, neste site tem um interessante documento multimídia p/ se compreender o contexto da época.




Os canhões, nas fortificações, que enfrentavam corsários e piratas daqueles tempos.



Foto feita da janela do hotel: cliquem nas imagens p ver os detalhes, sobretudo nesta panorâmica aqui!



Foto feita da janela do hotel: Chatêau Frontenac.



... só p dar uma idéia da vista q nós tivemos, nos hospedando no 19 andar do Hilton, na entrada da cidade antiga. De lá, a gente vê toda a região que encercla a cidade medieval. É simplesmente lindo! Para quem não conhece, a cidade é fortificada, construída com 4,6 km de uma muralha de pedras ao seu redor.
Em 2008, a cidade vai festejar os seus 400 anos.

Se vc vier aqui, vai encontrar vários videos deste blog no youtube. E se vc vier aqui, vai encontrar diversos videos que fiz em Quebec, inclusive uma cantora cantando Tico-Tico No Fubá em francês.

April 26, 2007

QUANDO O CORPO CURA - auto-hemoterapia

Este artigo, de autoria de Ralph Viana, será matéria de capa do próximo BEM ESTAR, de Porto Alegre.

QUANDO O CORPO CURA
Uma terapia simples e eficiente, que aproveita os recursos do próprio corpo, dissemina-se pelo Brasil e é discutida em jornais e em programas dominicais da televisão.
Por Ralph Viana.


Uma prática tradicional da saúde, utilizada desde 1911, está nas manchetes de jornais e programas de televisão do Brasil em 2007. Não por seus reconhecidos e comprovados benefícios, mas porque querem interditá-la, mesmo sem conhecerem suas bases e as experiências feitas a respeito. A manchete do programa Fantástico excedeu em seu julgamento prévio, "auto picaretagem", apesar de mostrar depoimentos de várias pessoas que declararam que melhoraram enormemente com seu uso, depois que médicos desistirem de seus casos.

Na intenção de trazer informações substanciais e profundas a seus leitores, e não penas opiniões, o BEM ESTAR decidiu dedicar sua matéria de capa a este assunto que atualmente ocupa o lugar central nos debates sobre técnicas terapêuticas complementares.

O QUE É?
Auto-Hemoterapia é uma técnica de estimulação imunológica que consiste da retirada de sangue da veia (da prega do cotovelo) e reposição imediata no músculo da nádega ou do braço da própria pessoa, estimulando assim o Sistema Retículo-Endotelial (S.R.E), o que provoca a quadruplicação dos macrófagos em todo organismo (ABMC, 2004).

Segundo o médico Ricardo Veronesi, o macrófago é uma célula importante no mecanismo de defesa do sistema imunológico do organismo, já que responde por várias funções: destruição de vírus, bactérias, complexos auto-imunes e células anormais (neoplásicas); eliminação do excesso de colesterol; limpeza de esteróides; regulação de hormônios; auxilia na desintoxicação do organismo e metabolismo de drogas; remoção de microagregados de fibrina e prevenção de coagulação intra-vascular. Portanto, a auto hemoterapia funcionaria como uma vacina inespecífica, estimulando o organismo a fortalecer suas defesas contra qualquer agressão externa. Esta é sua função primordial.

UM POUCO DA HISTÓRIA
Apesar dos vários comentários das "autoridades" médicas, afirmando que a auto hemoterapia não tem fundamentação científica ou estudos prévios, uma simples pesquisa é suficiente para traçar seu percurso histórico.

Em 1911, o médico F. Ravaut registrou sua utilização em diversas enfermidades infecciosas, em particular na febre tifóide e em várias dermatoses. O Dr. Ravaut usou também a auto-hemoterapia em certos casos de asma, urticária e estados anafiláticos (Dicionário Enciclopédico de Medicina, Tomo 1, de L. Braier).

Em 1912, o professor Sicard, da Sorbonne, Paris, utilizou-a empiricamente em tratamento de infecções e também para tratar da acne juvenil, com resultados muito positivos. Tal prática disseminou- se na Europa.

Em 1941, o Dr. Leopoldo Cea, no "Dicionário de Términos Y Expressiones Hematológicas", pg. 37, cita: Auto hemoterapia: "método de tratamento que consiste em injetar a um indivíduo cierta cantidad de sangre total (suero Y glóbules) tomada de este mismo indivíduo". No mesmo ano, o Dr. H. Dousset, coloca a auto–hemoterapia na classificação de técnicas indispensáveis: "É muito útil em certos casos, para dessensibilizações".

Em 1976, Stedman, no "Dicionário Médico", 25ª edição, pg. 129, cita a utilização da auto hemoterapia, descrevendo seu procedimento. O mesmo acontece no livro "Index Clínico" – Alain Blacove Belair, publicado em 1977.

Ou seja, a auto hemoterapia é uma técnica reconhecida há muito tempo no campo médico, indicada por várias autoridades e com vários estudos publicados. Portanto, não cabe os argumentos das "autoridades" de que se trata de uma técnica pouco conhecida e sem estudos realizados.

Brasil na Vanguarda - Mas no Brasil é que foi realizada a pesquisa mais esclarecedora sobre o tema. O professor Jésse Teixeira, médico consagrado em nosso país (talvez o médico brasileiro mais conhecido entre as décadas de 1940/60) , provou que o Sistema Retículo-Endotelial era ativado pela auto-hemoterapia, em seu trabalho publicado e premiado em 1940 na "Revista Brasil – Cirúrgico", no mês de Março.

Dr. Jésse Teixeira provocou a formação de uma bolha na coxa de pacientes, com cantárida, substância irritante. Fez a contagem dos macrófagos – células de defesa do sistema imunológico. Antes da auto-hemoterapia, a cifra foi de 5%. Após a auto-hemoterapia a cifra subiu a partir da 1ª hora, chegando após 8 horas a 22%. Manteve-se em 22% durante 5 dias e finalmente declinou para 5% no 7º dia após a aplicação. Ou seja, o estudo comprovou que a auto hemoterapia
provoca a quadruplicação dos macrófagos, aquelas células multi-funcionais do sistema imunológico descritas por outro eminente médico brasileiro, Dr. Ricardo Veronesi. Uma pesquisa científica conclusiva.

ESTUDOS IMPRESSIONANTES!
A partir dessa constatação, Dr. Jésse Teixeira realizou um estudo com a aplicação da auto-hemoterapia em pacientes que foram submetidos à cirurgia de pulmão, comprovando seu impressionante efeito: 0% de infecção hospitalar ou complicações pós-operatórias! Utilizou ele a autohemotransfusão de 20 cc logo após a operação; estando o doente ainda na mesa de operação.

A pesquisa foi baseada em 150 observações, das quais, a maioria, pertencentes à cirurgia de urgência (sem realização de profilaxia prévia), através dos casos passados pelo Serviço "Daniel de Almeida" a cargo do Dr.Jorge Doria, no Hospital de Pronto Socorro, no Rio de Janeiro, em 1937. Esta foi a primeira pesquisa brasileira publicada sobre o assunto, tendo sido premiada na
categoria de originalidade, em março de 1940, na Revista "Brasil Cirúrgico". (Nota do Redator: Tenho disponível o trabalho, tanto xerocado em sua grafia original, quanto com ortografia atualizada).

Nosso país, que tão raramente se destaca no campo da pesquisa em qualquer área, obteve, através deste trabalho, uma posição de destaque na pesquisa médica no campo da imunologia. O não conhecimento desta pesquisa e sua não utilização na saúde pública por décadas mostra o quanto não é valorizada a iniciativa dos pesquisadores nacionais (vale lembrar que tivemos um presidente,
Tancredo Neves, que morreu de infecção hospitalar!)

Outros trabalhos significativos foram feitos pelo Dr Luiz Moura, eminente médico carioca, o primeiro presidente médico do INAMPS. Quando estudante de Medicina, Dr. Moura acompanhou o trabalho de seu pai, Dr. Pedro Moura, aplicando a auto-hemoterapia em pacientes que iriam à cirurgia, na Casa de Saúde S. José, no Rio de Janeiro, com a finalidade de evitar infecção ou complicações pulmonares pós-operatórias.

Fala o Dr. Luiz Moura: "Entre 1943 e 1947, quando cursava a Faculdade Nacional de Medicina apliquei a auto-hemoterapia seguindo a indicação de meu pai, Professor Pedro Moura, nos pacientes que ele operava na Casa de Saúde S. José. A primeira aplicação era feita na residência do paciente e a segunda 5 dias depois, na Casa de Saúde, no quarto do paciente. A dosagem era sempre de 10ml. A finalidade da aplicação era evitar infecção ou outra complicação infecciosa
pulmonar, já que a anestesia na época era feita em geral com éter, que irritava bastante os pulmões. O cirurgião geral, Dr. Pedro Moura, adotou este método face ao sucesso da experiência do Professor Jésse Teixeira que registrou em 150 cirurgias as mais variadas, 0% de complicações infecciosas post-operatórias, em 1940".

Dr. Luiz Moura depois de formado continuou aplicando a auto- hemoterapia em casos de acne juvenil e dermatoses de fundo alérgico. Em 1976, um fato ampliou sua visão sobre a técnica: aplicou a auto- hemoterapia no Dr. Garófalo, seu colega e amigo, que estava com obstrução arterial na coxa direita. Durante 4 meses, de 7 em 7 dias aplicou 10 ml de sangue. Após este período, o Dr. Garófalo, já podendo caminhar normalmente, submeteu-se a novos exames e comprovou que a artéria estava livre de obstrução, e indicou ao Dr. Luiz o trabalho de outro eminente médico brasileiro, que pesquisava na mesma linha na imunologia, o Dr. Ricardo Veronesi abrindo o campo para o tratamento das doenças auto-imunes.

A partir de diversos tratamentos e estudos de caso, o Dr. Luiz Moura passou a ser considerado uma referência mundial na utilização da técnica de auto-hemoterapia, tanto como pesquisador quanto como divulgador. Suas pesquisas e prática clínica passaram a indicar um grande leque de possibilidades da aplicação da auto- hemoterapia, além de outros procedimentos terapêuticos
complementares. A respeito de seu trabalho inovador, foram gravados dois vídeos, de cerca de 2 horas e meia de duração cada: o "Energia da Vida" (realizado em 1992 por Luiz Sarmento e Ralph Viana) e "Auto- hemoterapia – Contribuição para a Saúde" (março de 2004, direção de Luiz Sarmento e Ana Martinez), que foram os vídeos que deram a dimensão nacional à auto hemoterapia e que foram citados e mostrados no Fantástico.

A disseminação da auto hemoterapia é visível também na internet, onde há inúmeras referências a tratamentos e aplicações (como nas diversas enfermidades do tipo anafilático: coriza espasmódica, asma, eczemas, urticária, etc.
– ver www.megasalud.com.mx ).

Na pesquisa na internet, constatamos que em Scottsdale, no estado de Arizona - EUA, o tratamento com a auto-hemoterapia (em diversas enfermidades) pode ser incluída no Plano de Saúde Pessoal, no Envita Natural Medical Center da America.
(www.behealthyamerica.com/therapies/autohemotherapy.htm ).

Também na rede (www.InstituteOfScience.com ) está disponível o impressionante trabalho de 296 páginas: "AUTOHEMOTHERAPY REFERENCE, MANUAL & HISTORICAL REVIEW - Autologous Blood in the History and Future of Medicine: From Bloodletting to Stem Cells Incorporating considerations of associated fields of AUTOLOGOUS-VACCINE-THERAPY and AUTOTHERAPY", escrito por S.Hale Shakman, Ph. D, do INSTITUTE OF SCIENCE. [1]

UM CASO EMBLEMÁTICO
O Dr. Luiz Moura é pródigo em detalhes em suas anotações sobre os mais diversos casos que tratou com a auto hemoterapia. Um deles abriu as portas da utilização da auto hemoterapia como coadjuvante no tratamento das doenças auto-imunes (quando o próprio corpo se ataca). Em suas palavras: "Em setembro de 1976 internou-se na Clínica Médica do Hospital Cardoso Fontes uma paciente cujo diagnóstico foi esclarecido pela consultora dermatológica da Clínica, Dra. Ryssia Alvares Florião. Feitas as biópsias nas mamas, abdômen e coxa de A.S.O. (F) – 52 anos, e encaminhadas estas à patologista do Hospital, Dra. Glória de Morais Patello, o diagnóstico foi: esclerodermia, fase final.

A Dra. Ryssia que tinha sido residente em Clínica Dermatológica em Nova York, Estados Unidos, para onde convergiam os pacientes com esclerodermia, disseque "pouco podia fazer pela paciente, pois aquela Clínica era nada mais que um depósito de esclerodérmicos"

Iniciei o tratamento da paciente no dia 10/09/1976. Com a intenção de provocar o desvio imunológico (as defesas passarem a se concentrar no sangue injetado) e assim aliviar a paciente, apliquei 5 ml de sangue em cada deltóide e 5ml em cada glúteo, de 5 em 5 dias. A paciente já não caminhava há 8 meses e não deglutia sólidos, só líquidos, devido a estenose do esôfago. Um mês depois, no dia 10/10/1976 a paciente saía andando do Hospital, com alta melhorada
assinada pela Dra. Ryssia.

A paciente continuou o tratamento com a dose de 10 ml de sangue por semana. Em maio de 1977, sete meses depois, a paciente A.S.O. foi reinternada para avaliação, sendo constatada uma grande melhora em relação ao dia 10/10/1976 quando teve alta no ano anterior.

Surgiu na ocasião um concurso patrocinado pelo Laboratório Roche/Hospital Central da Aeronáutica. Redigimos então um trabalho minuciosamente documentado tanto com exames complementares como também com fotografias em slides da paciente em setembro de 1976 e maio de 1977. Surpreendentemente,o concurso cujo tema era originalidade, não publicou o trabalho".

Aí começa a desvendar-se o lado sombrio e subterrâneo dos interesses contrariados por esta tradicional prática médica. Afinal, a auto hemoterapia, por estimular o sistema imunológico provou sua eficiência em diversas patologias sem a utilização de medicamentos! Uma seringa e uma agulha ao invés de remédios caros e de uso continuado. Fica evidente que os interesses mercadológicos da poderosa indústria farmacêutica são confrontados por uma prática simples e de comprovada eficiência (zero de infecção hospitalar em 150 casos é uma boa medida, não?).

DISSEMINAÇÃO, RESISTÊNCIAS E INTERESSES
Os diversos casos citados pelo Dr. Luiz Moura em vários artigos e por outros profissionais que passaram a utilizar a auto hemoterapia, como a enfermeira Ida Zaslavsky, em Florianópolis, chamaram a atenção de vários profissionais em todo o Brasil, que também tiveram acesso ao vídeo e passaram a incluir esse procedimento em suas clínicas. Os incontáveis resultados favoráveis com este tratamento coadjuvante (a auto hemoterapia é utilizada de forma complementar) e a conseqüente divulgação boca a boca por parte dos pacientes beneficiados tornou-a rapidamente popular. Afinal trata-se de uma terapia eficaz e barata, com mínimas contra indicações, própria para um país pobre e com um sistema de saúde precário. Em Recife passou a ser utilizada na rede pública, em Postos de Saúde, com bons resultados, segundo o médico que está à frente do projeto e que fez esta declaração ao Fantástico.

A resposta das instituições profissionais da saúde não demorou. Não reconhecendo as evidências, propondo mais estudos ou sua utilização na rede pública, mas surpreendentemente desaconselhando seu uso, como alguns conselhos de medicina e de enfermagem fizeram (a princípio até que estudos mais conclusivos fossem feitos). E, pior, simplesmente proibindo sua prática, como fizeram alguns conselhos estaduais, baseados no argumento de que não se trata de um procedimento científico!

A discussão sobre cientificidade, seus métodos e limitações, é pertinente, mas não cabe no espaço deste artigo, até porque os dados e estudos sobre a auto hemoterapia citados são mais do que abundantes. O que cabe é perguntar por que se proíbe arbitrariamente um procedimento médico tradicional que não utiliza medicamentos, apesar das evidências, de vários estudos e de inumeráveis relatos pessoais positivos?

A auto hemoterapia poderia ser criticada por sua suposta menor eficácia comparada aos medicamentos modernos, ou por ser um procedimento fora de uso (como as ventosas) pela medicina tecnológica atual. Mas sua proibição, extemporânea e irracional, gera a inevitável conjetura: que interesses estão sendo
contrariados? Quem está perdendo com a disseminação da auto hemoterapia? Serão aqueles que apregoam e têm lucros fantásticos (boa a lembrança do nome) com a venda de medicamentos?

Com certeza não são os pacientes que se submeteram ao procedimento, pois em todas as matérias publicadas em jornais e as veiculadas pela televisão, não apareceu nenhum cidadão ou cidadã reclamando de sua ineficácia, muito pelo contrário.

COMENTÁRIOS FINAIS
Seria de se esperar que os dirigentes desses conselhos, de medicina e de enfermagem, estudassem minimante o tema antes de se pronunciarem publicamente ou interditarem a utilização de uma técnica tão bem avaliada por seus usuários, tanto por sua eficiência quanto por seu baixíssimo custo (além de evitar todos os efeitos colaterais conhecidos provocados pelo excesso de medicamentos). A resposta ao Fantástico do médico que condenou a sua prática, à pergunta sobre o porquê de tantos depoimentos favoráveis de clientes da auto hemoterapia, "É o efeito placebo", mostra o despreparo de alguém a quem caberia dar uma resposta científica, tão cobrada por ele na condenação.

Só nos resta constatar que no Brasil do vale tudo, só não valem, verdadeiramente, os interesses da população. Mas é inevitável que, como disse Caetano Veloso, "enquanto os homens exercem os podres poderes", a população faz seu papel, cuidando da melhor maneira de sua saúde, pois os poderosos nunca o fizeram.

O movimento em prol da hemoterapia está crescendo fortemente entre seus usuários (vide comunidade no orkut), que afirmam que continuarão a utilizá-la, independentemente da decisão "oficial". Profissionais de saúde estão passando a assinar um necessário termo de responsabilidade (feito por advogados
usuários da auto hemoterapia) para continuarem exercendo seu direito de ajudar seus clientes. O movimento cresce.

É provável que este momento fique na história com a mesma marca da "Revolta da vacina", quando várias "sumidades" e "autoridades" quiseram proibir e incitaram a população a resistir à vacinação contra a febre amarela, no Rio de Janeiro. A determinação de Oswaldo Cruz conseguiu ultrapassar as resistências e
as vacinas (consideradas "uma prática perigosíssima" por aqueles), salvaram milhões de pessoas. Inacreditavelmente, cem anos depois estamos novamente frente o mesmo dilema (com outros interesses por trás, é claro). O Brasil é um país sui generis.

[1] Nota da k. autora deste blog: Institute Of Science -1158 26th St., #323 - Santa Monica, CA - 90403 (310)281-6760. Email: mail@instituteofscience.com.
Segundo S. H. Shakman , diretor executivo do Institute Of Science, em Santa Mônica, Califórnia, eles estão fazendo pesquisas sobre a auto-hemoterapia: "We have been engaged in intensive studies involving:The practice of "Autohemotherapy", the predominantly extravascular reinjection of autologous blood. Autohemotherapy appears to be the culmination of centuries of utilization of autologous blood in therapy, encompassing activities ranging from bloodletting to the latest trends in bone-marrow and stem cell transplantation".
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O artigo sobre a auto-hemoterapia de Stuart Hale Shakman, diretor executivo do Instituto de Ciências de Santa Mônica, CA.

Autohemotherapy - The Magic Shot?"
Stuart Hale Shakman

Enabling technological advance: The Hypodermic Needle
OVERVIEW, ACTION, SCOPE, FREQUENCY

The ability of the living body to combat infection is itself truly magical. Autohemotherapy may uniquely help the body perform this magic, by facilitating the identification of infective organisms in the bloodstream, and enabling the launching of a counterattack.

Autohemotherapy, referring here to the immediate intramuscular or subcutaneous reinjection of one's own blood, appears to comprise a compelling therapy option in the absence of others, one that may also merit replacing other (experimental and often risky) attempts at therapy currently in vogue. Since the introduction of this method by Ravaut in 1913 [*1], autohemotherapy has been employed in a wide range of disease conditions. Several hundred articles on the subject have been published in mainstream medical journals mostly from the early 1920s through the early 1940s, as listed in the various Index Medicus volumes (generally under the subject category "serum therapy"). Additionally, the subcutaneous or intramuscular reinjection of autologous blood or components is often discussed in the literature without specific reference to the term "autohemotherapy", as may be noted in a number of contemporary examples [*2].

Autohemotherapy is not "alternative therapy". Numerous items on the subject which have been published in the authoritative Journal of the American Medical Association, including a 1938 editor's endorsement of autohemotherapy against psoriasis [*3] and referral to its use against other diseases [*4], Autohemotherapy has also been proposed as a preventive measure. For example, a 1935 report of favorable results against cerebral hemorrhage asserted that autohemotherapy is absolutely indicated as preventive treatment in cases of established hereditary disposition to high blood pressure. [*5]

The reported beneficial action of autohemotherapy has been attributed to the presence of antigens in the blood [*6] which stimulate the production of antibodies when injected into the tissues. This explanation finds support in the work of Dr. E. C. Rosenow (Mayo Foundation, 1915-44), which established the presence of a causative organism or antigen in the blood [*7] during active stages of many diseases. Thus might the action of autohemotherapy be likened to that of an autogenous vaccine.

Intramuscular doses commonly discussed in the literature tend to fall within the 3 to 10 cc range. The safety and utility of a twice-weekly schedule has been demonstrated in the historical literature [*8], which schedule is in concert with Dr. Rosenow's twice-weekly administration of antigen and antibody for chronic diseases such as MS. As advocated by Dr. Rosenow in the case of MS, a responsible family member might be instructed in administering the therapy, insofar as it may have to be continued indefinitely. As Dr. Rosenow has emphasized, the continued presence of primary oral foci, undetected symptomless oral foci or inaccessible secondary foci would serve to ensure the continued presence of causative pathogens in the circulation. Under such circumstances, neither the vaccines of Dr. Rosenow nor autohemotherapy would be expected to effect elimination of the causative organism (which elimination might be equated to a "cure"), hence the indicated need for the continuation of therapy over an indefinite period of time.

Autohemotherapy's attributes of safety, low cost, and immediate availability suggest continuing potential utility against a broad spectrum of diseases in which a causative organism disseminates through the bloodstream, regardless of the source or identity of the causative organism - including the likes of malaria, ebola and AIDS. (An intramuscular form of autohemotherapy, as reportedly successfully used against malaria, has been already been proposed for AIDS [*9], as has an experimental alternate form [*10]) In cases where an inaccessible, persistent focus of infection does not exist, autohemotherapy may indeed be sufficient to effect a cure, and might therein comprise a "magic shot".

While autohemotherapy as a distinct entity enjoyed a well documented period of popularity during the first half of the 20th century, it also represents the culmination of a fundamental thread weaving through the healing arts for at least a few millenia. Such diverse traditional practices as bloodletting, acupuncture, coining and maxubustion, and modern-day plasmapheresis, innovations in bone marrow transplantation (use of autologous marrow; and use of stem cells from blood in place of marrow), and to some extent even autotransfusions - all involve the manipulation of one's own blood or blood-components and the possibility that benefits may at least in part be due to a forced defensive response within the body's tissues against harmful substances in the circulating blood. In this light, autohemotherapy may be viewed as simply the direct application of such a process, made possible by that grand technological advance the hypodermic needle.

Bibliography:
*1. Ravaut, M. Paul, "Essai sur L'Autohematotherapie dans
Quelques Dermatoses", Ann. De Derm. et Syph. 4:292-6, May
1913.

*2. Chiyoda S and T Morikawa, Japanese Journal of Clinical
Hematology, 1993 Jan, 34(1):39-43; Donskov SI, etal., Human
Immunology, 1982 Jul, 4(4):325-333; Khodanova, RN, etal,
Journal of Hydiene, Epidemiology, Microbiologyk and
Immunology, 1989, 33(4):463-9; Kwak, L.W., etal., New
England J. of Medicine, 1992 Oct 22, 327(17):1209-15;
Manucharov NK, etal., Biulleten Eksperimentalnoi Biologii i
Meditsiny, 1992 Oct, 114(10):395-8; Mascarin M, etal,
Pediatria Medica E Chirurgica, 1993 Jul-Aug, 15(4):349-52.
(ITA); Sokov EL, Zh Nevropatol Psikhiatr, 1988, 88(4):57-61;
van Laar, JM, etal. Journal of Autoimmunity, 1993 Apr.,
6(2):159-67; Vizcaino G, Diez-Ewald M; Arteaga-Vizcaino M,
Torres E, Invenstigacion Clinica, 1992, 33 (4):165-74.(SP)

*3. JAMA 111 (1938), Editorial, p. 343 38-1.HTM

*4. Jones, J.W., & M.S. Alden, South.M.J. 30: 735-737, July '37

*5. Colella, R & G Pizzillo, Ztschr.f.d.ges.Neurol.u. Psychiat.
152: 337-344, '35: also, Med.argent. 14:1-5, Jan. 35; also,
Riv.di pat.nerv. 45:116-127, Jan.-Feb. 35, also, Forze san.
4:212-219, Feb. 10, 36; also, Wien.med.Wchnschr. 85: 341-
344, March 23 '35; also, Presse med. 43: 574-576, Aprll 10,
'35

*6. Burgess, N., Brit.J.Dermat. 44: 124-131, March '32

*7. Rosenow, E.C., JAMA 44:871-873, (March 18) 1905, 871-3;
Jour. Infect. Dis. 17:403-408, 1915; Jour. Infect. Dis.
16:240-268, 1915; Jour. Infect. Dis. 19:333-384, 1916; Jour.
Dental Res. 1:205-267, 1919, p. 243; Proc. Staff Meetings of
Mayo Clinic 8:500-502 (Aug. 16) 1933 (with Charles Sheard
and C. B. Pratt); Proc. Staff Meet., Mayo Clin. 12: 252-256,
April 21, 1937 (with Heilman, F.R.); Am. J. Clin. Path. 15:
135-151, April 1945; Postgrad. Med. 2: 346-357, Nov. 1947;
Postgrad. Med. 124-136, Feb. 1948; Postgrad. Med. 3: 367-
376, May 1948; Ann. Allergy 6: 485-496, Sept.-Oct. 1948;
South Dakota J. Med. and Pharm. 5: 243-248; 262; 272, Sept.
1952; South Dakota J. Med. and Pharm. 5: 304-310; 328, Nov.
1952, p. 309; Ohio M.J., 53(7), July 1957, p. 783-5.

*8. Nicolas, Gate and Dupasquier, COMPT. REND SOC. DE BIOL.,
PAR., 1923, lxxxviii, 211; Saxon, L. & J. E. Stoll, Illinois
MJ 75:352-355, April '39; Kondo, K. and H.,
Okayama-Igkkai-Zasshi 53:886-887, April '41; Ross, B., and
P.J. Richeson, U.S. Nav. M. Bull. 47:154-155, Jan.-Feb.,
1947; Poth, D.O., Arch. Dermat. & Syph. 69:636-638, Oct. 1949.

*9. Shakman, S.H., Cuyugan's Malaria Treatment; Aid vs.AIDS?"
AAAS Pacific Division Proceedings Vol. 7:42 (1988).

*10. Bocci V., Medical Hypotheses, 1992 Sep, 39(1):30-4.

The Autohemotherapy Reference Manual is now avalible through IOS http://www.i-o-s.org/books.html.

Copyright 1996 S H Shakman. All rights reserved.
First posted 1996; reposted 23 Nov. 1998.
Email: mail@instituteofscience.com

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Links sobre auto-hemoterapia e sua utilização em veterinária (neste caso, vamos descartar a possibilidade de 'placebo' ?):

- Contribuição à l'étude de l'autohemotherapie dans les maladies infectieuses du cheval, par Gerard de Saint-Aubert (1938. Médecine Vétérinaire, Mostaganem Thèse. Référence 14609-487. Editeur : F. Boisseau. Date de parution : 1938- Descriptif : In- 8°. Broché 93pp).

- La typho-anémie infectieuse du cheval. Etude clinique et essai de traitement par l'autohémothérapieautor : Henri Lamarre (Chaumont, imprimerie Andriot frères, 1925-69p, br. thèse vétérinaire pour l'école nationale vétérinaire d'Alfort. N°57 Cet ouvrage vous est proposé par la Librairie Marc Aubry.).

- L'autohémothérapie dans le traitement des affections cutanées non parasitaires du chien(Description du livre: 1923. N°23/382, Revue générale de médecine vétérinaire n°382 9 p - L'hypertrophie du thymus : la mort thymique 6 p - Cortico-surrénalome bénin : Adénome cortical surrénalien 2 p - Extraits et analyses 31 p. N° de réf. du libraire 7031410077361).

- Contribution à l'étude des métritres chroniques bovines : essai de traitement de l'endométrite chronique par l'autohémothérapie. Autor: Yann Duport. (Publisher: Lyon : École nationale vétérinaire de Lyon, 1979.OCLC: 53544269 Cite this Item ).

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Outros links:

- Uma referência, de 2003, de um texto do Jornal do Clube dos dermatologistas da Clínica de Gênova, Suiça, cita sem apontar a fonte, um estudo controlado contra o efeito placebo, feito na Inglaterra, sobre a auto-hemoterapia e sua utilização em dermatite nos seres humanos. Uma vantagem nos pacientes que não receberam o placebo foi notada e é à notar que havia, segundo o autor do artigo, um pequeno número de pessoas tratadas por este estudo, o que é muito significativo à nível de estatística. Cita-se tbém que a técnica fazia parte do arsenal médico nos anos 50 mas na atualidade muitos médicos a desconhecem completamente; todavia, o método sendo simples e econômico, ganha um lugar na medicina contemporânea sendo entretando necessários estudos sobre a análise do mecanismo de ação do mesmo.

Autohémothérapie pour la dermatite atopique: une étude contrôlée contre placébo
[Br J Dermatol 2003;148:307] .
Une sélection du journal-club pour le praticien de la Clinique de Genève/J.-H. Saurat

Il ne semble pas étonnant que l’autohémothérapie (c’est-à-dire le prélèvement du sang du patient au pli du coude et la réinjection par voie intramusculaire) revienne à la mode au temps des médecines non conventionnelles. C’est d’ailleurs un «department of complementary medicine» au Royaume-Uni qui a conduit cette étude. L’injection intramusculaire de sang autologue a été pratiquée une fois par semaine pendant 5 semaines. Un léger avantage pour les patients recevant le sang autologue par rapport aux patients recevant le placébo a été noté; bien que la différence soit très significative au plan statistique, il ne semble pas, à la lecture de l’article, qu’il s’agisse là d’une différence utile en pratique. En raison du petit nombre de sujets traités, la différence est cependant intéressante. L’autohémothérapie faisait partie de l’arsenal thérapeutique jusque dans les années 50 et nos jeunes collègues n’en ont, souvent, jamais entendu parler. Il n’est pas exclu qu’au temps où les traitements biologiques se développent, cette méthode simple et peu coûteuse retrouve une place; il faudrait néanmoins que son mécanisme d’action soit mieux analysé.

-Um livro raro de 29 páginas, de 1925, sobre casos de câncers tratados com a auto-hemoterapia, de autoria de Radovanovitch Tchédomir (Montpellier, França - Imprimerie Firmin et Montane - 1 volume in 8 broché - 29 p - Thèse du 27 Février 1925) :
Quelques Cas De Cancers Traités Par L'autohémothérapie

-Referência sobre um artigo nos Annales de Médecine et de Pharmacie Coloniales, 1938, n° 36, páginas 3 à 4, sobre a auto-hemoterapia e a úlcera tropical, de Menghetti Alfredo: L'autohémothérapie de l'ulcère tropical, aonde o autor cita que auto-hemoterapia induz uma paralisação na tendência destrutiva dos tecidos e uma reação geral do organismo através de uma estimulação imediata e eficiente de reparação celular.
Annales de médecine et de pharmacie coloniales
n° 36. - Paris : Imprimerie nationale, 1938.
Cote : 131132
(c) Bibliothèque interuniversitaire de médecine (Paris)
Adresse permanente : http://www.bium.univ-paris5.fr/histmed/medica/cote?131132x1938x36

March 20, 2007

Video Katu numa sátira de Much Ado About Nothing

Much Ado About Nothing é uma comédia de Shakespeare, publicada pela primeira vez em 1600.

Clique aqui p/ assistir e rir com o video louco que a Katu fez com os amigos, no 3 ano.

March 08, 2007

8 de março, Dia Internacional da Mulher


Minha amiga Alice, como Cassandra...
Fotos: K.
Copyright © K. S. Design




Este post faz parte de uma Blogagem Coletiva - Dia Internacional da Mulher, idéia da Denise Arcoverde, e que continua à cada ano. Passem lá p/ ver a lista das outras "blogueusas". Ano passado, eu falei sobre a italiana Artemisia Gentileschi (1593/1653), e a mineira Bárbara Heliodora.


Porquê 8 de março?
A data de 8 de março está ligada a uma proposta feita em 1910, pela líder comunista alemã Clara Zetkin. Agumas versões dizem que a data escolhida foi para lembrar operárias mortas durante um incêndio que ocorreu em uma fábrica em Nova York, em 1857. Existem, entretanto controvérsias quanto à esta versão, pois este acidente ocorreu em 25 de março de 1911, na Triangle Shirtwaist Company. Em todo caso, foi uma grande tragédia aonde morreram 146 pessoas, sendo 125 mulheres, todas imigrantes e a maioria com idade entre 13 e 23 anos. É bem provavél que a morte das trabalhadoras tenha se incorparado ao imaginário coletivo da comemoração do Dia Internacional da Mulher, mas a instituição de uma data comemorativa já estava sendo estudada e acabou confirmada em 1910. Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu oficialmente a data como o Dia Internacional da Mulher.


PISTIS SOPHIA
Em agosto de 1912, Karl Jung escreveu à Freud sobre uma intuitição que ele teve à propósito de uma sabedoria antiga de origem gnóstica, essencialmente feminina, chamada simbolicamente de Sophia; Jung predizia um retorno do respeito ao feminino na história da humanidade.

Gnosticismo é um termo usado geralmente para designar religiões e/ou seitas proeminentes nos primeiros anos do primeiro século. Um texto muito importante pertencente aos gnósticos é o Pistis Sophia, que data de 250 à 300 anos D.C. e relata os ensinamentos que Jesus, depois de ressuscitado, teria passado à uma assembléia de apóstolos, entre eles Maria Madalena e Maria, sua mãe.
Pistis e Sophia são palavras gregas. Pistis tem o significado de fé decorrente do conhecimento adquirido na experiência pessoal, nunca da fé nas palavras ou atos de outros seres. Sophia significa Sabedoria que advém da experiência, da vivência, não a sabedoria adquirida em livros ou informações alheias. Pistis Sophia, livro escrito em forma de símbolos, conta a história da peregrinação da alma, e segundo os estudiosos no assunto, o livro afirma que a única forma de encontrar Deus é irmos ao encontro de nós mesmos, interiormente, pois ele habitaria nossa própria alma e teria sobretudo uma essência feminina.

O livro foi publicado pela primeira vez em 1851, na França, e bem mais tarde houve uma versão para o inglês, feita por G.R.S. Mead. Depois disso, muita água rolou, e pedras idem. A premonição de Jung data de quase um século... é, mas ele era um homem de ciências... isso pode esperar. Enfim, isso tudo me dá esperanças sobre a forma respeituosa que a humanidade começaria a olhar as mulheres.

Permanece, assim, verdadeira a atualidade do assunto e do belíssimo site Um Buraco na Sombra, aonde o capítulo intitulado imagens e sombras de santa maria madalena nos interessa mais precisamente neste dia.

Mas, vá lá.. eu dedico este post à Cassandra, a sibila troiana, personagem que fez parte de um de meus trabalhos com video que eu entitulei Le Chant de la sibylle I - Lamento , e que representa também muito nesta data.

Chant é uma palavra francesa, quer dizer canto; neste trabalho, esta palavra vem com o significado de ode, prece. O mesmo som está em champ, que é campo, espaço aberto, território. E também no português canto, no sentido de espaço.
Sibylle é a Sibila. Sacerdotisa, profetisa, o seu nome imita o som do vento; sibila quer dizer assobia e murmura. por isso, as palavras da sibila nunca são totalmente compreendidas por todos, sómente por aqueles que a escutam baixinho e de olhos fechados, deixando uma lágrima rolar em direção à boca, que vai cantando e acompanhando, em murmúrios, a história tão sofrida do mundo.

Para muitos o canto da sibila não tem nenhum sentido, suas palavras parecendo destituídas de rigor, de limites, de cronologia. É que a sibila traduz a linguagem do vento, a linguagem da sua natureza instintiva e selvagem.

Conta a lenda, que Cassandra, famosa sibila durante a guerra de Troia, não podia ser compreendida por ninguém, todos a julgavam louca. Enquanto previa um futuro funesto p/ a cidade, suas palavras eram sempre abafadas por gritos de injuria e de piedade, ao ponto que o seu canto não pôde mais parar. Ela continuou, assim, murmurando e chorando suas visões até se encontrar sózinha, de pé, em meio aos escombros da cidade.

October 08, 2006




The Ghost in your Genes - Discovery Channel

Part 1






Part 2



Part 3

Part 4

Part 5


Teoria da adaptação genética transgeracional proposta pelo professor Marcus Pembrey

Sobre um assunto relacionado, mas no ramo da psicologia transgeracional, leiam a psico-genealogia.


Sou fã de documentários, sobretudo históricos e científicos. Hoje, assisti à um realmente apaixonante de Nigel Paterson sobre genética transgeracional: "Ghost In Your Genes"(Fantasmas nos seus Genes).

O assunto é o seguinte: novas pesquisas sobre a hereditariedade em relação ao meio ambiente levam à teoria da genética transgeracional proposta por Marcus Pembrey, que é professor de genética pediátrica no Instituto da Saúde da Criança, na Universidade de Londres e professor na Universidade de Bristol, aonde ele é diretor de genética no ALSPAC (European Longitudinal Study of Pregnancy and Childhood); foi presidente da Sociedade Européia de Genética Humana. Mais sobre ele.

As últimas evidências nesta pesquisa publicada pela Universidade de Bristol em colaboração com a Universidade de Umeå, na Suécia, sugerem que a hereditariedade genética é influenciada por eventos históricos; em outra, as experiências da vida de nossos antepassados influenciam na formação de nosso material genético.

Num pequeno vilage sueco, chamado Överkalix, existe evidências p/ confirmar esta teoria. Nos registros de nascimentos e mortes dos arquivos históricos da pequena e isolada comunidade, encontrou-se indícios de que períodos críticos de fome na vida dos antepassados pode ter afetado a esperança de vida dos descendentes em 3 ou 4 gerações. Estes estudos foram feitos no início pelo pesquisador sueco Lars Olov Bygren, professor do Departamento de Medicina Social da Universidade de Umeå, na Suécia, que contactou o professor Marcus Pembrey depois de saber de suas pesquisas sobre o genoma humano e continuaram o trabalho em colaboração. Os pesquisadores encontraram assim resultados que sugerem a importância dos cromossomos X e Y: · A disponibilidade de alimentação dos antepassados masculinos é relacionado com a taxa de mortalidade dos homens; · A disponibilidade de alimentação dos antepassados femininos é relacionado com a taxa de mortalidade das mulheres.

Assim, entramos na área da epigenética - influências escondidas nos genes - que podem afetar cada aspecto de nossas vidas (a epigenética investiga a informação contida no DNA, a qual é transmitida na divisão celular, mas que não constitui parte da seqüência do DNA).

Convencionalmente, os cientistas acreditam que nossa biologia depende de dois fatores: os genes (DNA) que nós herdamos de nossos pais e as influências do meio-ambiente tais nossa alimentação, estilo de vida, poluição, etc. Os estudos de Marcus Pembrey, porém, indicam que além do processo de seleção natural que se certifica que a raça humana, em várias gerações, se adapte às mudanças do meio-ambiente, existe evidências de um outro mecanismo que não tinha sido considerado até então: experiências traumatizantes na vida dos nossos antepassados são captadas durante a formação dos óvulos e do esperma, afetando o material genético que vai ser transmitido aos descendentes. Na mulher, como os óvulos são formados ainda no ventre materno, estas experiências são captadas bastante cedo na sua vida; nos homens começa desde os 9 até os 12 anos, mais ou menos. Os descendentes masculinos dos homens que sofreram períodos traumatizantes de fome, por exemplo durante a formação do esperma, viverão à longo prazo um período muito mais longo do que outros homens cujos antepassados diretos não passaram pela mesma experiência (os genes à longo prazo vão se adaptando às condições pelas quais tiveram que passar os antepassados, mesmo se a pessoa ela-mesma nunca passou por tais experiências); o mesmo ocorrerá com as descendentes diretas das mulheres que sofreram esta experiência durante a formação dos óvulos. A teoria do professor Pembrey sugere que esta resposta do sistema é um ajustamento de nosso material genético aos eventos traumatizantes pelos quais passaram nossos antepassados.

Rachel Yehuda é uma especialista em condições que causam um estresse postraumático. Ela é doutora em neuroquímica e neuroendocrinologia e mestre em psicologia biológica e neuroquímica da Universidade do Massachusetts, EUA; tem postdoutorado em psiquiatria biológica pela Escola de Medicina de Yale, e é também professora e pesquisadora da Escola de Medicina Monte Sinai, de Nova Yorque, aonde estudou os efeitos do holocausto nos descedentes das vítimas da segunda grande guerra. Rachel Yehuda começou à estudar os efeitos do estresse em um grupo de mulheres que presenciaram de perto os eventos do 11 de setembro 2001 e que estavam grávidas. Os resultados do estudo, produzido juntamente com Jonathan Seckl, um médico de Edimburgo, Irlanda, sugere que os efeitos do estresse podem ser transmitidos às gerações futuras através de material genético.

Pesquisas na Universidade do Estado de Washington, sugerem que os efeitos tóxicos - como a exposição aos fungicidas ou pesticides - e que causam mudanças biológicas nos ratos, persistem nos genes, ao menos durante quatro gerações.

O professor Wolf Reik, do Instituto Babraham de Cambridge, depois de vários anos, estuda o que chamam de "fantasmas ocultos" em ciências genéticas. Manipulando embriões de ratos de laboratório, ele chegou à conclusão que só o fato de manipular os embriões já era suficiente p/ 'desligar' ou 'ligar' os interruptores genéticos. Ao mesmo tempo, é sabido que crianças concebidas in vitro são 3 0u 4 vezes mais propensas à desenvolver certas doenças genéticas do que crianças que não são concebidas in vitro. Mas não se conhecia uma razão provável p/ isso. Agora, tudo tende à indicar que seja devido a estes 'interruptores' genéticos. Os trabalhos do professor Reik mostram que estes interruptores eles-mesmos podem ser herdados dos antepassados. Isso significa que existe uma 'memória' de um evento que pode ser transmitido em gerações e um simples evento ambiental pode 'ligar' ou 'desligar' algum material genético, e esta mudança mesma se ela for provisória em nossa biologia, pode ser herdada de forma permanente por nossos descendentes. A idéia de que existe uma espécie de interruptor genético que é capaz de ativar e desativar os genes e que este estado de ativação ou desativação pode ele-mesmo ser transmitido geneticamente em estado permanente, é algo novo em biologia.

Em resumo, durante a formação dos óvulos e do esperma, as experiências do meio-ambiente programam a atividade dos genes resultando na activação ou no desaticação de certas necessidades do organismo, o que eles chamam de "interruptores genéticos" que são ativados ou desativados. Assim, o comportamento dos genes são transgeracionais, quer dizer, as experiências dos antepassados podem afetar o desenvolvimento, a saúde e a sobrevivência das gerações futuras.

Existem ainda muitas questões no ar, mas em todo caso, estes trabalhos estão ao centro de um novo direcionamento no paradigma do pensamento científico. A maneira como várias doenças são vistas, assim como as origens destas doenças, a importância do estilo de vida e dos relacionamentos familiares. Enfim, os eventos que uma pessoa vive, a maneira como ela os vive ou o que ela sofre em decorrência destes eventos, não afeta sómente sua própria vida e a vida dos seus contemporâneos, mas pode determinar a saúde física, emocional e mental de seus descendentes em várias gerações. Segundo o professor Marcus Pembrey, "Cada um de nós é o guardião de seu próprio genoma".


K.
Wings: Writing, Flying and Huevos Revueltos

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