Tá bom, estou esperando alguém me ligar no skype e ao mesmo tempo assistindo um documentário sobre o The Edible Schoolyard de Berkeley na Califórnia, e tive que escrever este post porque o laptop está aqui no meu colo e eu estou achando este documentário incrivelmente interessante à ponto de sonhar com a vida em Berkeley, a linda e poética Berkeley dos Beats de Jack Kerouac, antepassados da geração hyppie e dos Darks. Enfim, a Berkeley das idéias revolucionárias e deste programa que ensina aos estudantes do nível ginasial à compreender os diferentes ciclos dos alimentos desde o plantio até o preparo da comida, fornecendo p/ os sortudos, um verdadeiro jardim orgânico e uma cozinha toda equipada como sala de aula.
Respeitando princípios de ecologia, os estudantes aprendem como plantar, colher e preparar os produtos de cada estação, aprendem o valor nutritivo de cada alimento junto com diferentes receitas e a importância de não se usar produtos químicos, etc.. Pelo o que vejo, as experiências na cozinha e no jardim promovem uma melhor compreensão de como o mundo natural nos sustenta... e fico eu aqui sonhando, querendo ir p/ a Califórnia porque lá as coisas dão certo, sonho, e porque eles têm grama como as casas de Markham que eu fico namorando....
me ligaram....
K.
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August 22, 2006
Porque brasileiro tem obsessão com a Orkut?
Tá bom, já que vários de vcs me perguntaram, eu respondo... eu prefiro este sistema. Mas como vcs perceberam, respondo através do blog.
Assunto que faz aflorar reações apaixonadas, e eu, centro do universo p/ mim mesma, vou ser mais uma vez chata, e assumo, mas estou recebendo muito esse tipo de e-mail. Então vai aí o meu pedido: queria pedir ao pessoal de parar de me convidar p/ Orkut. Eu não gosto da Orkut! Desculpem-me a franqueza, mas acho Orkut um porre. Não gosto meeeeeeesmo. Sei que tem coisas interessantes em algumas comunidades, mas tem-se que escolher à pente fino.
Uma vez caí na besteira de pedir ao meu irmão p/ me convidar, e descobri o que é um verdadeiro assédio de besteiras de gente que aparentemente não têm nada à fazer na vida. Fiquei 2 dias, e saí correndo.
Sei que têm pessoas inteligentes que fazem parte de uma ou outra comunidade da Orkut, algumas que eu conheço pessoalmente mas de quem não escondo minha opinião. Como assumo todas minhas contradições, pode até ser que mude de idéia um dia, numa boa. Mas no momento não dá. Gosto mesmo é de conversa cara à cara, rir alto, ver na hora a expressão facial da pessoa que me fala... para mim esse negócio de ficar enfurnada num computador falando horas à fio é perca de tempo e de vida.
No meu blog eu escrevo quando tenho tempo sobrando entre um trabalho com vídeo ou um texto que estou escrevendo. Normalmente, é porque sou mesmo obrigada à esperar aqui na frente da máquina alguma outra coisa terminar, além de ser p/ mim um exercício muito bom o fato de escrever em português pois eu tinha já perdido a prática através dos anos e minha ortografia estava sofrendo bastante. Gosto de ter um blog e de me exprimir através dele, mas isso é só um pequeníssimo capítulo, e espero que permaneça assim pois acho muito doentio quem vive horas num computador se não for por exigência das condições de trabalho. Imagino que algumas pessoas acabam só se comunicando se for através de uma máquina... isso é muito estranho mesmo p/ mim que tem um mestrado em comunicações multimídias, simplesmente porque eu me nego terminantemente à me exprimir só por meio de interfaces humano/máquinas. Trocas humanas, intelectuais e reforçadas pelo contato do calor, da pele e do odor do outro são muito mais interessantes (muito embora eu esteja também de acordo com Sartre).
Então, voltando ao assunto da Orkut, não sei porquê recebo uma porção de convites pessoais, da maioria de brasileiros que frequentam o meu blog, outros de desconhecidos, e alguns entre os quais já trocamos correspondência, p/ eu integrar tal e tal comunidade virtual. Se fosse uma de vez em quando, tudo bem. Mas a coisa pulula no meu correio eletrônico como xuxu em cerca! Acho isso tudo muito revelador sobre a personalidade do povo brasileiro. O que vcs dizem, vcs que são inteligentes e que me lêm frequentemente e que já estão acostumados com a minha franqueza e falta de piedade com a esquisitice humana? Tenho certeza que deve existir alguém analisando este fenômeno, o que daria certamente uma tese, socialmente falando, muito interessante à ler se for um trabalho honesto. Eu tenho cá as minhas explicações, mas tenho que explanar isso com tempo e diplomacia, senão vou ofender muita gente sem ser minha real intenção.
K.
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Assunto que faz aflorar reações apaixonadas, e eu, centro do universo p/ mim mesma, vou ser mais uma vez chata, e assumo, mas estou recebendo muito esse tipo de e-mail. Então vai aí o meu pedido: queria pedir ao pessoal de parar de me convidar p/ Orkut. Eu não gosto da Orkut! Desculpem-me a franqueza, mas acho Orkut um porre. Não gosto meeeeeeesmo. Sei que tem coisas interessantes em algumas comunidades, mas tem-se que escolher à pente fino.
Uma vez caí na besteira de pedir ao meu irmão p/ me convidar, e descobri o que é um verdadeiro assédio de besteiras de gente que aparentemente não têm nada à fazer na vida. Fiquei 2 dias, e saí correndo.
Sei que têm pessoas inteligentes que fazem parte de uma ou outra comunidade da Orkut, algumas que eu conheço pessoalmente mas de quem não escondo minha opinião. Como assumo todas minhas contradições, pode até ser que mude de idéia um dia, numa boa. Mas no momento não dá. Gosto mesmo é de conversa cara à cara, rir alto, ver na hora a expressão facial da pessoa que me fala... para mim esse negócio de ficar enfurnada num computador falando horas à fio é perca de tempo e de vida.
No meu blog eu escrevo quando tenho tempo sobrando entre um trabalho com vídeo ou um texto que estou escrevendo. Normalmente, é porque sou mesmo obrigada à esperar aqui na frente da máquina alguma outra coisa terminar, além de ser p/ mim um exercício muito bom o fato de escrever em português pois eu tinha já perdido a prática através dos anos e minha ortografia estava sofrendo bastante. Gosto de ter um blog e de me exprimir através dele, mas isso é só um pequeníssimo capítulo, e espero que permaneça assim pois acho muito doentio quem vive horas num computador se não for por exigência das condições de trabalho. Imagino que algumas pessoas acabam só se comunicando se for através de uma máquina... isso é muito estranho mesmo p/ mim que tem um mestrado em comunicações multimídias, simplesmente porque eu me nego terminantemente à me exprimir só por meio de interfaces humano/máquinas. Trocas humanas, intelectuais e reforçadas pelo contato do calor, da pele e do odor do outro são muito mais interessantes (muito embora eu esteja também de acordo com Sartre).
Então, voltando ao assunto da Orkut, não sei porquê recebo uma porção de convites pessoais, da maioria de brasileiros que frequentam o meu blog, outros de desconhecidos, e alguns entre os quais já trocamos correspondência, p/ eu integrar tal e tal comunidade virtual. Se fosse uma de vez em quando, tudo bem. Mas a coisa pulula no meu correio eletrônico como xuxu em cerca! Acho isso tudo muito revelador sobre a personalidade do povo brasileiro. O que vcs dizem, vcs que são inteligentes e que me lêm frequentemente e que já estão acostumados com a minha franqueza e falta de piedade com a esquisitice humana? Tenho certeza que deve existir alguém analisando este fenômeno, o que daria certamente uma tese, socialmente falando, muito interessante à ler se for um trabalho honesto. Eu tenho cá as minhas explicações, mas tenho que explanar isso com tempo e diplomacia, senão vou ofender muita gente sem ser minha real intenção.
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August 20, 2006
Restaurantes/ botecos/ congêneres em Montreal: cappuccino e sanduíche de prosciutto no Café Italia, na Petite Italie
Ontem, acordamos tarde e zapamos p/ o Café Italia, na Petite Italie. É simples: final de semana batemos perna o tempo todo e o Café Italia assim como o Marché Jean Talon fazem parte da nossa agenda quase semanal. Isso foi, digamos, p/ o almoço, o jantar sendo no La Paryse, e depois demos um pulo p/ comer a sobremessa do Le Commensal.
Estou aproveitando a chuva p/ escrever no blog, então aí vai rapidamente sobre cada um deles: sou uma pessoa fiel e quando gosto de um lugar, frequento com assiduidade. O Café Italia eu conheço do tempo do Gino, que há alguns anos atrás pegou seus pênates e voltou p/ sua terrinha. Hoje em dia tem alguns empregados principais e sei de olho quem é que faz o melhor cappuccino e quem faz o melhor sanduíche. Não vou dar a dica p/ não encher de sapo pois já disse, sou fiel, mas posso aconselhar uma coisa: em Montreal, evite tomar café em lugares caros porque são geralmente ruins. O melhor café de Montréal esta na área da rua St-Laurent, e um destes lugares é o Café Italia, uma verdadeira instituição italiana daquelas dos velhos tempos, tipo boteco de encontro de mafiosi mas que virou cool e agora é frequentado por gente que quer aparecer. Isso muito embora os velhinho italianos continuem lá, felizmente, porque senão não teria graça, e ficam sentados no banco em frente da porta, do lado de fora, ou lá dentro, sempre olhando p/ a bunda e peitos da mulherada que passa na calçada.
O lugar agora é frequentado, além dos italianos do bairro, por estudantes, artistas, intelectuais e infelizmente, turistas! (poucos, graças à Deus!) Só não vou falar mais porque sempre gostei do ambiente não invadido por gente que não sabe apreciar nem um bom cappuccino nem um bom sanduíche de prosciutto feito pelo Peter, o do narigão. Se vc é desses, favor s'abstenir e vá aparecer num dos restaurantes da Saint Laurent perto da Sherbrook.
K.
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Estou aproveitando a chuva p/ escrever no blog, então aí vai rapidamente sobre cada um deles: sou uma pessoa fiel e quando gosto de um lugar, frequento com assiduidade. O Café Italia eu conheço do tempo do Gino, que há alguns anos atrás pegou seus pênates e voltou p/ sua terrinha. Hoje em dia tem alguns empregados principais e sei de olho quem é que faz o melhor cappuccino e quem faz o melhor sanduíche. Não vou dar a dica p/ não encher de sapo pois já disse, sou fiel, mas posso aconselhar uma coisa: em Montreal, evite tomar café em lugares caros porque são geralmente ruins. O melhor café de Montréal esta na área da rua St-Laurent, e um destes lugares é o Café Italia, uma verdadeira instituição italiana daquelas dos velhos tempos, tipo boteco de encontro de mafiosi mas que virou cool e agora é frequentado por gente que quer aparecer. Isso muito embora os velhinho italianos continuem lá, felizmente, porque senão não teria graça, e ficam sentados no banco em frente da porta, do lado de fora, ou lá dentro, sempre olhando p/ a bunda e peitos da mulherada que passa na calçada.
O lugar agora é frequentado, além dos italianos do bairro, por estudantes, artistas, intelectuais e infelizmente, turistas! (poucos, graças à Deus!) Só não vou falar mais porque sempre gostei do ambiente não invadido por gente que não sabe apreciar nem um bom cappuccino nem um bom sanduíche de prosciutto feito pelo Peter, o do narigão. Se vc é desses, favor s'abstenir e vá aparecer num dos restaurantes da Saint Laurent perto da Sherbrook.
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Restaurantes/ botecos/ congêneres em Montreal: La Paryse - melhor hamburger de Montreal ou do mundo?
Tá bom, segundo o prometido p/ muita gente, vou falar mais de lugares interessantes de Montreal. Ontem a gente foi comer na La Paryse porque tinha alguém querendo comer hamburger. É um lugar muito bom p/ se jantar em geral, se vc estiver à fim de comer esse tipo de comida, que não chega à ser fast-food, digamos, é um fast-food mais chique, e mais gostoso (dizem). É um Cafe também, e vc pode ir p/ tomar uma cerveja, ou simplesmente, um hamburger. Segundo o pessoal que come carne e os conhecedores em geral, é o melhor hamburger de Montreal e um dos melhores do mundo!!! Pois é, dizem que é verdade.
Eu não como nem nunca comi carne, mas sou a única que conheço, todos os meus amigos e familiares sendo carnívoros dos bons... Sei que no La Paryse têm escolhas entre tipos de queijos e carnes... enfim, vc escolhe como quer comer o seu hamburger (cream cheese ou blue cheese, por exemplo). As batatas fritas são gostosíssimas. E o ambiente também.
É um dos lugares aonde vc deve passar quando vier em Montreal pois faz parte da história da cidade, já está encravado nela. Conheço o lugar há mais de 17 anos, e já comi lá com muita gente, acompanhando os hamburgers de muita gente boa, depois de um espetáculo na rua Saint Denis, ou no Festival de Jazz, Place des Arts, etc, porque é um lugar perto de tudo, no caminho de teatros, cinemas, salas de espetáculo, etc. E foi sempre um lugar cheio de gente e com um ambiente e clientela interessantes, de vez em quando com muitos estudantes, outras vezes com artistas apressados, o pessoal do cinema, do curso de comunicação e do teatro. Tem cheiro de gordura, mas não chega à incomodar pois o ambiente e o serviço são agradáveis, principalmente se vc está com amigos bebendo uma cervejinha gelada no verão (muito embora eu não seja das melhores fãns de cerveja, existe exeções p/ um fim de tarde depois de termos trabalhados como loucos num projeto difícil....).
Endereço : 302 Ontario leste, pertinho da St-Denis (Metrô Berri-UQAM ou Sherbrooke). Tel. : (514) 842-2040
K.
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Blogs portugueses
Está caindo um aguaceiro descomunal lá fora e isso faz aflorar em mim aquela nostalgia dos momentos tranquilos e profundos que vêm sempre, ou quase sempre, acompanhados de uma florissante energia creativa. Gosto destes momentos. Assim como gosto de ler os blogs portugueses. E eu estava lendo um mesmo neste momento quando pensei que vivo deixando p/ depois a oportunidade de dizer aqui o quanto eu admiro os blogs portugueses que encontro na rede, pois na minha opinião, é em definitivo o conjunto dos blogs mais interessantes com os quais nos deparamos nestas esquinas virtuais, sobretudo se falamos de cultura em geral, arte contemporânea e literatura em particular, sobretudo literatura. Em uma palavra, cultura informativa de boa qualidade.
Pessoalmente, eu vejo uma poesia imensa na expressão escrita portuguesa e, muitas vezes, essa característica me faz pensar à Guimarães Rosa e à região do Gerais baiano. Morei nesta região e sei do que falo, e sei também que o palavreado de Guimarães Rosa era característico desta região antes da chegada da rede Globo, palavras só encontradas no dicionário e utilizadas poeticamente e de forma específica.
Enfim, nós brasileiros perdemos muita coisa ignorando, e muitas vezes desprezando, a cultura portuguesa. A cultura e os indivíduos. Digo isso porque como é de conhecimento geral, existe no brasileiro um culto à uma pretensa ignorância portuguesa. Isso é muito triste porque deixa os brasileiros atarracados à uma incapacidade de ir buscar, seriamente, prazer e trocas intelectuais com nossos ... nossos o quê? Bom, a gente trata os portugueses como se fossem nossos irmãos desconhecidos e abandonados, só não sabemos se são mais velhos ou mais jovens do que nós... mas em todo caso, deixados num cantinho da despensa p/ utilização em caso de urgência.
Enfim, eu estava lendo agora um que é de uma leitura tão agradável quanto informativa. Olhem um trecho:
"É quase impossível que quem tenha tanta coisa a dizer, diga alguma coisa de jeito. E vem isto a propósito de Juan Rulfo, um fotógrafo e escritor mexicano, que só há pouco descobri nos cafundós dos armários imensos. Ao invés dos industriais da escrita e da novela deste mundo, Juan Rulfo, discreto funcionário público do estado mexicano, com uma vida fantástica e atribulada como poucos, tinha uma única história a contar. Uma só coisa a dizer. Escreveu um livro em 1955, publicou-o e nunca mais escreveu romance nenhum, até falecer em 1986. O que tinha a dizer, disse-o ali e nunca mais abriu a boca. O seu único livro, “Pedro Páramo” é um livro fabuloso. Uma obra prima do Realismo Mágico, mas anterior a qualquer das obras do Gabriel Garcia Marquez ou do Miguel Angel Astúrias. De Pedro Páramo, uma obra pequena com pouco mais de 100 páginas, disse Borges: "Pedro Páramo es una de las mejores novelas de las literaturas de lengua hispánica, y aun de toda la literatura"Uma vez perguntaram a Juan Rulfo porque não escreveu mais nenhum romance, porquê o filho único. Respondeu, que o que tinha a dizer, disse-o ali ".
O blog em questão é TAPORNUMPORCO.
Mas tem mais outros como eu já disse e tranquilamente vou falando deles.
K.
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Pessoalmente, eu vejo uma poesia imensa na expressão escrita portuguesa e, muitas vezes, essa característica me faz pensar à Guimarães Rosa e à região do Gerais baiano. Morei nesta região e sei do que falo, e sei também que o palavreado de Guimarães Rosa era característico desta região antes da chegada da rede Globo, palavras só encontradas no dicionário e utilizadas poeticamente e de forma específica.
Enfim, nós brasileiros perdemos muita coisa ignorando, e muitas vezes desprezando, a cultura portuguesa. A cultura e os indivíduos. Digo isso porque como é de conhecimento geral, existe no brasileiro um culto à uma pretensa ignorância portuguesa. Isso é muito triste porque deixa os brasileiros atarracados à uma incapacidade de ir buscar, seriamente, prazer e trocas intelectuais com nossos ... nossos o quê? Bom, a gente trata os portugueses como se fossem nossos irmãos desconhecidos e abandonados, só não sabemos se são mais velhos ou mais jovens do que nós... mas em todo caso, deixados num cantinho da despensa p/ utilização em caso de urgência.
Enfim, eu estava lendo agora um que é de uma leitura tão agradável quanto informativa. Olhem um trecho:
"É quase impossível que quem tenha tanta coisa a dizer, diga alguma coisa de jeito. E vem isto a propósito de Juan Rulfo, um fotógrafo e escritor mexicano, que só há pouco descobri nos cafundós dos armários imensos. Ao invés dos industriais da escrita e da novela deste mundo, Juan Rulfo, discreto funcionário público do estado mexicano, com uma vida fantástica e atribulada como poucos, tinha uma única história a contar. Uma só coisa a dizer. Escreveu um livro em 1955, publicou-o e nunca mais escreveu romance nenhum, até falecer em 1986. O que tinha a dizer, disse-o ali e nunca mais abriu a boca. O seu único livro, “Pedro Páramo” é um livro fabuloso. Uma obra prima do Realismo Mágico, mas anterior a qualquer das obras do Gabriel Garcia Marquez ou do Miguel Angel Astúrias. De Pedro Páramo, uma obra pequena com pouco mais de 100 páginas, disse Borges: "Pedro Páramo es una de las mejores novelas de las literaturas de lengua hispánica, y aun de toda la literatura"Uma vez perguntaram a Juan Rulfo porque não escreveu mais nenhum romance, porquê o filho único. Respondeu, que o que tinha a dizer, disse-o ali ".
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Mas tem mais outros como eu já disse e tranquilamente vou falando deles.
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August 15, 2006
August 10, 2006
Mario Quintana - A Arte de Ser Bom
(dedico este poeminha ao Ciro ...)
Prudência e cautela ajunta.
Quem todo de mel se unta,
Os ursos o lamberão.
Sê bom. Mas ao coração
Prudência e cautela ajunta.
Quem todo de mel se unta,
Os ursos o lamberão.
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