Segundo a filosofia do Buda, a percepção que temos do mundo é uma ilusão. Temos um véu que encobre nosso espírito e que nos impede de ver a realidade tal como ela é realmente. Para sabermos exatamente como é esta realidade, nós temos que dissipar este véu, pois ele é como uma névoa. E a única forma de fazê-lo é observando o funcionamento de nosso próprio mental e do espírito, o que deve ser feito atrávés de uma contínua viagem à interior de nós mesmos.
Este véu nos faz viver na ignorância de sua natureza ilusória. A única forma de nos liberarmos desta ignorância é compreendendo corretamente os mecanismos da mente. E só a pureza mental pode nos ajudar a ter esta compreensão.
Mas o que é a pureza mental? É não causar sofrimento à nenhum ser através de pensamentos, palavras ou gestos, entre outras coisas, porque cada vez que o fazemos, nosso mental fica agitado. É como é muito difícil de observar tranquilamente o que se passa no nosso interior com o mental agitado, nós deveríamos fazer um esforço p/ não cometer tais atos.
É claro, não podemos esperar obter a pureza mental p/ depois observarmo-nos. Devemos começar a nous observar, isto é, meditar. Devemos começar esta observação e com o tempo, conseguiremos desenvolver o esforço suficiente p/ que o mental fique de mais em mais calmo.
Observar-se é meditar. No começo é muito difícil meditar mas se insistirmos, com o tempo, o próprio fato de se auto-observar através da meditação nos ajuda a não ter reações que irão perturbar nosso mental. Uma coisa leva à outra.
Mas, atenção, uma pessoa que procura a pureza mental não deve ser passiva, ao contrário, ela deve procurar ser totalmente desperta, ativa, consciente de tudo. Ela não deve "suportar" a existência, mas participar desta existência. Ela só não deve procurar fazer gestos que irão causar o sofrimento alheio se tais gestos forem p/ alimentar seu próprio ego. Mas ela deve se defender e impedir que outros causem o mal, a si mesma ou a terceiros (estando consciente que não existe uma intenção negativa no seu ato). Enfim, um meditante deve ser ativo, alerta e profundo.
Um meditante não é um legume de passividade, ele pode explodir e gritar, se esta é a linguagem que o outro compreende e se a cólera não faz parte deste ato. O importante é estar consciente, se observando e fazendo o esforço de não causar sofrimentos.
......Só Deus sabe como é difícil..... oh dor......... mas está ao alcance de todos.
É evidente que saber tudo isso intelectualmente não significa ser capaz de obter estas qualidades imediatamente. Mas ajuda no esforço. Como dizem, de grão em grão a galinha enche o papo.
September 16, 2005
La nature éveillée de l'esprit
Dans la philosophie du Bouddha, le monde tel que nous le percevons c'est une illusion et c'est à l'intérieur de nous-mêmes que nous devons chercher la vrai nature de ce que nous entoure. Il appele d'éveil la capacité à voir les choses comme elles sont réellement. Cette capacité est déjà en chacun de nous, mais nous l'ignorons. Il nous appartient de dissiper les voiles qui obscurcissent notre esprit. Il n'y a rien à trouver qui ne soit déjà en nous – la nature éveillée de l'esprit – et pour cela il faut dissoudre le voile avec l'aide de la méditation.
September 15, 2005
September 14, 2005
Notícias de uma amiga querida
Que maravilha, hoje eu tive notícias de uma amiga muito querida que tinha perdido de vista. Só p/ dizer que estou muito feliz.
September 13, 2005
The European must be deglutinated
Bishop Sardinha was a character from the early Brazilian history, which was eaten by cannibals. The bishop's deglutition inspired in the early '20s the so-called “Anthropophagic Movement”, which proposed the cannibalizing of the European culture.In 1928, writer Oswald de Andrade wrote the “Manifesto Antropófago” :
“ Brazilian nature took care of devouring the world's works of art.".
Le "Manifesto Antropófago" déclare que le renouveau de l’art brésilien surgirait à partir de la reprise des valeurs aborigènes, sans l’abandon de valeurs européennes qui seraient absorbés. L’anthropophagie culturel devient ainsi le symbole de sa thèse: l’européen devrait être dévoré. Soit, un retour aux racines pour pouvoir aller vers l’essence et le renouveau.
Le "Manifesto" ironise l’habitude d’une couche social culte de copier l’européen, ridiculisant ce mimétisme que tant séduit l’intellectuel qui ne vit pas dans sa propre réalité social. Mais, sans se fermer d’un point de vue culturel, puisque la "deglutição antropofágica" exige le remaniement des idées en conformité avec notre réalité politico-sociale.
Oswald de Andrade respondeu às questões postas pela Semana de Arte Moderna (1922), através do "Manifesto Antropófago", pois para ele o fato de construir uma identidade nacional oposta à dos europeus não significava a rejeição da cultura européia, que deveria ser absorvida e superada. Em outros termos, deglutida, jogando fora o que é não é útil.
"Em geral, os artistas e intelectuais de 1922 queriam arejar o quadro mental da nossa "intelligentsia", queriam pôr fim ao ranço beletrista, à postura verborrágica e à mania de falar difícil e não dizer nada. [...] "
Antropofagia e Semana de Arte Moderna
O exotismo da bombástica esquina da "La Catherine/ Saint-Laurent"
No dia anterior, depois de terminado o espetáculo do Seu Jorge, eu e S. fomos dar um pulo na SAT - Society for Arts and Technology (sempre tem shows). No caminho entre o Club Soda e a SAT, que ficam quase um do lado do outro, ouvimos a música vinda de uma das portas ao lado do Club Soda - "La Cucaracha" - e entramos, por curiosidade e pela primeira vez de nossas vidas, na Taverne Midway. Lá dentro, uns cinco casais dançando, alegres e um pouco constrangidos, sessenta anos mais ou menos, talvez menos, e vestidos como se estivessem num respeitável clube social. Se divertiam como crianças, mas sem muito ruído. Todos concentrados na dança ou no companheiro, de vez em quando nos lançavam um sorriso comparsa. Nas mesas esparsas, outros casais sentados, alguns mais jovens mas melancolicos estes, silenciosos. Saídos de uma ficção Felliniana, aqui e lá, alguns grupos de três, ostentavam algo que poderia ser tristeza ou indiferença, um cansaço nos olhares vazios e estagnados num copo de cerveja deixado entre os braços que descansavam em cima da mesa. Destes, alguns nos olharam passivos e interrogativos - seria um olhar de desprezo se eles pudessem conseguir um pouco mais de energia para sustentar tal olhar -, como se nós duas pertencêssemos à uma fauna estranha - enquanto num dos cantos do salão, um telão expunha um vídeo francamente pornô que todo mundo parecia ignorar!
É por causa disso que eu repito, A-D-O-R-O Montréal!! Só aqui existe esse tipo de coisa à alguns passos dos restaurantes chiques do boulevard e das putas tristes da rua Sainte-Catherine.
Enfim, o Bistro Duluth
Para terminar a história, depois do lançamento do livro, eu, maridão e S. fomos comer em outro restaurante muito bom, português, ainda na Duluth, e ficamos por lá até 1 hora da manhã, bebendo vinho e falando da vida. Antes, nós frequentávamos bastante o local, principalmente no brunch dos finais de semana, e sobretudo no verão por causa do espaço que eles têm do lado de fora, ótimo durante o dia ou à noite, p/ tomar uma sangria neste calorzão...
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É por causa disso que eu repito, A-D-O-R-O Montréal!! Só aqui existe esse tipo de coisa à alguns passos dos restaurantes chiques do boulevard e das putas tristes da rua Sainte-Catherine.
Enfim, o Bistro Duluth
Para terminar a história, depois do lançamento do livro, eu, maridão e S. fomos comer em outro restaurante muito bom, português, ainda na Duluth, e ficamos por lá até 1 hora da manhã, bebendo vinho e falando da vida. Antes, nós frequentávamos bastante o local, principalmente no brunch dos finais de semana, e sobretudo no verão por causa do espaço que eles têm do lado de fora, ótimo durante o dia ou à noite, p/ tomar uma sangria neste calorzão...
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