Writing, Flying and Huevos Revueltos

September 21, 2005

A imagem original, com data de 1862

Foto 2 : A imagem original, datada de 1862.
Ignácia Cassiana da Cunha e Antônio Carlos de Oliveira.

Les belles images - Art Memory - cópia feita em 1900

Foto 1 : Inácia Cassiana da Cunha e Antônio Carlos de Oliveira, avós de meus avós maternos, que eram primos em primeiro grau. Esta é uma cópia, feita em 1900, da fotografia original que foi tirada em 1860.

Les belles images - Art Memory - a foto mais antiga do álbum

A foto está com data de 1820, que foi certamente acrescentada depois estando a tinta bem mais forte. A pessoa se enganou na data. Vi uma foto muito parecida no álbum de Adail de Oliveira, datada de 1840. Não posso dizer se é a mesma foto, mas parece a mesma pessoa, roupas e poses bem parecidas, e tão antiga quanto esta. Com toda certeza foi datada muito tempo depois. A escritura não é esferográfica, parece pluma. Não tem assinatura do ateliê fotográfico, nada escrito. Está colada no álbum, não quero tocá-la para não deteriorar ainda mais. É a imagem mais antiga de um dos meus antepassados. Segundo informações de Adail de Oliveira, é Antônia T. de São José, mãe de Antônio Carlos de Oliveira.

"Álbum de Photografias de Elóy Praxedes de Braga" (segundo a grafia antiga)

Estou trabalhando no "Álbum de Photografias de Elóy Praxedes de Braga", um site web aonde colocarei à disposição da família e das pessoas interessadas em imagens e memória, algumas das fotos de um dos sete álbuns de fotografias deixado por meu bisavô.
Elóy Praxedes de Braga e Anna Cândida da Cunha, meus bisavós maternos, deixaram um acervo de fotografias datando dos primórdios do advento desta arte no Brasil e se alastrando por mais de 100 anos; registros fotográficos tirados entre 1840 e 1940, fornecendo para as gerações futuras um farto arquivo visual da época.

As fotografias disponíveis não são mais que uma ínfima parte de um dos álbuns de Elóy, o qual me foi ofertado por Nilda de Oliveira, minha tia materna. Sendo trabalho longo a arquivagem e documentação (procura de dados genealógicos que acompanha as mesmas) de tais fotografias, obrigatoriamente o projeto terá que ser desenvolvido aos poucos.

As fotos se inserem num conjunto de produções imagéticas do século XIX, o qual faz surface à partir de 1860 com o surgimento de um grande número de ateliês fotográficos em várias cidades do país, sobretudo no Vale do Paraíba.

Recapitulando um pouco da história da fotografia, sabemos que em 1839 o daguerreótipo é reconhecido como o primeiro registro fotográfico, porém em cópia única, chegando ao Brasil em 1840, apenas poucos meses depois de sua difusão na Europa. A fotografia chega ao país simultaneamente ao seu lançamento na França. Com o advento da era ferroviária e o fácil acesso entre São Paulo e Rio de Janeiro, os costumes se difundem com maior facilidade e, graças à grande expansão cafeeira, vários estúdios de fotografias vêem o dia.

As fotografias do álbum retratam a história da família do casal, que eram primos e pertencentes às famílias "da Cunha" "de Oliveira", "Rodrigues", "de Paula", "de Braga", "Mello", oriundos da Zona da Mata Mineira e Sertão da Mantiqueira (Juiz de Fora, Barbacena, Conceição de Ibitipoca, Santa Rita de Ibitipoca, Lima Duarte, São João Del Rei).

Les belles images - Agora de La Danse


Imagem do frontispício da programação do Agora de La Danse,
organismo que divulga a dança contemporânea em Montreal.
(grafismo: T-bone).

Vipassana é um presente inestimável

Depois de dez dias de meditação intensiva num retiro de total silencio, tenho ânsias de ver o mundo de novo. Mas o desejo de passar meu tempo em auto-observação vai ficando mais e mais presente. Só sou totalmente feliz quando encontro este ser que vive no mais profundo de mim mesma. Nenhuma beleza, nenhum desejo satisfeito, nenhum amante, nenhum amor, nenhuma ilusão pode me permitir uma paz que se iguala à esta.

"Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida".

Provérbio Chinês.

September 20, 2005

Documentários

Assisti um documentário muito triste sobre a condição humana. O mesmo conta como um grupo de jovens soldados canadenses ficaram prisioneiros dos japoneses por 4 anos durante a Segunda Guerra Mundial. Eles nunca foram p/ o campo de batalha, já foram enviados p/ Hong Kong, como uma armadilha. A descrição do que viveram é de uma tristeza infinita, abusos de toda sorte diariamente e durante os quatro anos. Existem fotos e filmes deste período, eles parecem esqueletos vivos de tão magros, e assim mesmo apanhavam p/ trabalhar em minas no japão. Foram concretamente escravizados pelo Japão Imperial e a grande maioria morreu por causa dos maltratos; os que voltaram vivos, vieram cheios de doenças físicas e mentais. E o pior é que quando voltaram, foram tratados com desprezo pelo Exército Canadense pelo fato de terem sido prisioneiros durante quase todo o período de guerra!

Outro documentário muito bom mesmo é um que se chama em francês "Les petits cavalier de Joaquim" (360° - Le reportage GEO), literalmente, "Os Pequenos Cavalheiros de Joaquim". Tudo se passa numa fazenda, a Barreiro, na cidade de ITAMBACURI em Minas Gerais. O dono da fazenda, seu Joaquim, abriga meninos da favela com um ótimo programa de re-socialização das crianças, porque os meninos que vêm até ele são os casos mais sérios, com uma história de violência e abusos de toda sorte. Além de ir à escola e ordenhar vacas, cada menino recebe um cavalo que ele deverá cuidar e com o qual irá aprender malabarismos p/ apresentações equestres organizadas nas fazendas dos arredores. O contato com os animais é imprescindível para que o jovem posso reaprender à ter confiança em outro ser, e também desenvolver uma relação respeituosa, porque todo o aprentizado é feito sem usar violência contra os animais, sempre previlegiando a compreensão e a paciência. Seu Joaquim e sua esposa trabalham com o professor e com os meninos mais velhos e outros já homens feitos que estão lá há mais tempo. Hoje, já adultos, eles trabalham na fazenda e nos arredores e muitos têm família e consideram seu Joaquim como parte de suas famílias. Seu Joaquim, que com 72 anos de idade tem a doença de Parkinson, já recebeu mais de 100 meninos na fazenda, e conseguiu ajudar à todos.