Ignácia Cassiana da Cunha e Antônio Carlos de Oliveira.
Charme hipnótico, ele clamava “writing and flying…” vindo à cada manhã p dar o bom dia e comer frutas frescas q Sô Samuel nos trazia. Olhar de mar, Katu preferia ovos “revoltados” e ria gostoso, balançando a rede e os pés, eles, lindos, acariciando a sereia ondulante esculpida na areia. E todos nós contemplávamos o pequeno Joshua dançar. “Baila Joshua, baila!”
A foto está com data de 1820, que foi certamente acrescentada depois estando a tinta bem mais forte. A pessoa se enganou na data. Vi uma foto muito parecida no álbum de Adail de Oliveira, datada de 1840. Não posso dizer se é a mesma foto, mas parece a mesma pessoa, roupas e poses bem parecidas, e tão antiga quanto esta. Com toda certeza foi datada muito tempo depois. A escritura não é esferográfica, parece pluma. Não tem assinatura do ateliê fotográfico, nada escrito. Está colada no álbum, não quero tocá-la para não deteriorar ainda mais. É a imagem mais antiga de um dos meus antepassados. Segundo informações de Adail de Oliveira, é Antônia T. de São José, mãe de Antônio Carlos de Oliveira.Estou trabalhando no "Álbum de Photografias de Elóy Praxedes de Braga", um site web aonde colocarei à disposição da família e das pessoas interessadas em imagens e memória, algumas das fotos de um dos sete álbuns de fotografias deixado por meu bisavô.
Elóy Praxedes de Braga e Anna Cândida da Cunha, meus bisavós maternos, deixaram um acervo de fotografias datando dos primórdios do advento desta arte no Brasil e se alastrando por mais de 100 anos; registros fotográficos tirados entre 1840 e 1940, fornecendo para as gerações futuras um farto arquivo visual da época.
As fotografias disponíveis não são mais que uma ínfima parte de um dos álbuns de Elóy, o qual me foi ofertado por Nilda de Oliveira, minha tia materna. Sendo trabalho longo a arquivagem e documentação (procura de dados genealógicos que acompanha as mesmas) de tais fotografias, obrigatoriamente o projeto terá que ser desenvolvido aos poucos.
As fotos se inserem num conjunto de produções imagéticas do século XIX, o qual faz surface à partir de 1860 com o surgimento de um grande número de ateliês fotográficos em várias cidades do país, sobretudo no Vale do Paraíba.
Recapitulando um pouco da história da fotografia, sabemos que em 1839 o daguerreótipo é reconhecido como o primeiro registro fotográfico, porém em cópia única, chegando ao Brasil em 1840, apenas poucos meses depois de sua difusão na Europa. A fotografia chega ao país simultaneamente ao seu lançamento na França. Com o advento da era ferroviária e o fácil acesso entre São Paulo e Rio de Janeiro, os costumes se difundem com maior facilidade e, graças à grande expansão cafeeira, vários estúdios de fotografias vêem o dia.
As fotografias do álbum retratam a história da família do casal, que eram primos e pertencentes às famílias "da Cunha" "de Oliveira", "Rodrigues", "de Paula", "de Braga", "Mello", oriundos da Zona da Mata Mineira e Sertão da Mantiqueira (Juiz de Fora, Barbacena, Conceição de Ibitipoca, Santa Rita de Ibitipoca, Lima Duarte, São João Del Rei).